28/12/2018
Briefing

Hoje ao 25º dia de Greve Cirúrgica, terminámos os dias úteis de greve. Embora perdure até dia 31/12 para todos os Enfermeiros das instituições incluídas nesta greve, a maioria dos colegas dos blocos operatórios aderentes, terminaram hoje os seus dias de esforço, sacrifício, dedicação e capacidade de resiliência na luta por uma causa que é comum a TODOS os ENFERMEIROS. O NOSSO MUITO OBRIGADO POR TODA A PERSEVERANÇA DEMONSTRADA DESDE INÍCIO.

Realmente só quem é Enfermeiro num bloco sujeito a grandes pressões diárias, poderá compreender verdadeiramente o feito que foi alcançado.

Uma palavra também, para TODOS os Enfermeiros que integraram as equipas de piquete e que demonstraram também uma capacidade de entreajuda, de diálogo, negociação com tudo e com todos, de forma a se conseguir manter esta greve sempre com índices elevados, preservando a saúde e cirurgias dos utentes que mais necessitaram. O vosso trabalho também deve merecer reconhecimento por parte de TODA A CLASSE.

Esta greve, poderá ainda não ter atingido os maiores objectivos a que nos propomos quando a decretamos, no entanto, temos a noção que, NUNCA MAIS O SINDICALISMO SERÁ COMO ANTES!  PELA ENTREGA, ENVOLVIMENTO, UNIÃO DA GENERALIDADE DOS ENFERMEIROS DE PORTUGAL (E ATÉ NOS COLEGAS EMIGRADOS), PROVÁMOS QUE JUNTOS SEREMOS UMA FORÇA CAPAZ DE ALCANÇAR AQUILO A QUE NOS PROPOMOS HÁ MUITOS ANOS.

OBRIGADO COLEGAS! TÊM SIDO FANTÁSTICOS!

O SINDEPOR surgiu como sindicato recém-formado por Enfermeiros cansados de promessas vãs, com resultados muito aquém do que merecemos e cientes de todas as dificuldades que iríamos encontrar pelo caminho. Tentámos as alianças com TODOS os restantes sindicatos, de forma a que a classe pudesse sentir uma vontade comum. Não foi possível cumprir esse desígnio com a maioria. Temo-nos mantido numa viagem com a ASPE por caminhos nunca antes traçados. No entanto TUDO continuaremos a fazer para que a ENFERMAGEM alcance o que merece, e é seu de direito.
Viemos para tentar ser diferentes e podem contar connosco para o continuar das próximas batalhas.
A próxima que se segue será a Greve geral de 8 a 11 de Janeiro. Quem quiser e puder, terá oportunidade de continuar a demonstrar a sua insatisfação com a tutela. Sendo certo que reuniremos dia 3/1 com o Ministério da Saúde pelas 16h30, estaremos mais que preparados para endurecer ainda mais a luta se não houver uma proposta concreta e séria que nos satisfaça e garanta que a Enfermagem nunca mais ficará esquecida. ISSO É CERTO! MUDAR É PRECISO! COM URGÊNCIA!

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Aviso Previo Greve

20/10/2018

Greve Cirúrgica

anuncio_grevecirurgica_site Re-Convocação de Greve Cirúrgica
03-11-2018 Re-Convocação_da_Greve_Cirurgica
O SINDEPOR reune-se pela primeira vez com a Ministra da Saúde
06/11/2018
Reunião com a Ministra da Saúde
05/11/2018 Logotipo-SINDEPOR-200_261

O SINDEPOR anuncia que hoje, decorrente da reunião com a Ministra da Saúde, foi entregue a proposta de carreira conjunta com a ASPE,tendo sido aberta uma mesa negocial entre SINDEPOR e ASPE e o Ministério da Saúde , sendo que a primeira reunião será no dia 15 de Novembro. Logo pelas 16h30 será dada uma conferência de imprensa na sede da UGT, onde serão dados mais pormenores.


ObjectivosdaGreve2 Enfermeiros angariaram 300 mil euros para financiar greve prolongada
02/11/2018

O SINDEPOR, congratula todos os colegas, alunos, familiares e amigos, que contribuíram para este crowdfunding, para que a profissão consiga lutar de forma diferente. Cá estaremos para lutar por todos e fazer o nosso papel enquanto sindicato. Porque MUDAR É PRECISO!

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Veja a reportagem na íntegra no Diário de Notícias, 02 Novembro 2018


Enfº Carlos Ramalho
Presidente do SINDEPOR Logotipo_SINDEPOR_200x261

Caros Colegas,

Como é habitual nestas situações, enquanto uns se empenham de corpo e alma, para levar de vencida os obstáculos que nos surgem no caminho, outros, tentam por todos os meios criar-nos entraves.

A Greve Cirúrgica está em curso e de forma muito bem-sucedida, quer nos seus objetivos quer na sua operacionalização.

É um processo irreversível e imparável bem patente na atitude dos colegas que têm colaborado com os seus donativos, e dos Sindicatos que a apoiam e convocaram.

Quero desde já garantir aos enfermeiros de todo o País que ela se VAI REALIZAR.

No entanto, o SINDEPOR irá gerir a sua informação e atuação de forma mais cautelosa, sem esquecer TODOS os Enfermeiros e os salvaguardar dos seus direitos.

Compreendemos apesar de tudo, que TODOS queiram estar informados, no entanto existem colegas que querem ajudar e os que “nem por isso”, os que alinham pela transparência, os que “turvam” e “deturpam” essa condição.

Garantimos que Todos serão informados atempadamente, de acordo com a sucessão de acontecimentos, mas o que pedimos é que confiem no SINDEPOR, dando-nos o direito ao benefício da dúvida.

Tudo está a ser previsto e salvaguardado para que esta greve seja um sucesso e por agora, o que solicitamos aos enfermeiros, é que guardem os seus elogios ou as suas críticas para quando chegar o momento de o fazer.

Temos que ter a capacidade de aprender com os erros dos outros e a obrigação de não os repetir.

Todas as informações sobre esta matéria que não saiam desta página do SINDEPOR do Facebook, ou do site, não serão consideradas oficiais.

Estamos a trabalhar com empenho, seriedade e dedicação e os resultados serão avaliados por todos.

Brevemente iremos convocar a comunicação Social para informar de mais detalhes, sobre alguns aspetos ainda desconhecidos.

Porque consideramos que as atitudes valem mais do que meras palavras, apelo a todos os enfermeiros que possam, continuem a contribuir para o fundo, tal como eu, já o voltei a fazer.

 

Abraço a TODOS os que acreditam na mudança.

 

O Presidente, Enfº Carlos Ramalho

PORQUE APOIAMOS A “GREVE CIRURGICA”?

Porque no SINDEPOR acreditamos que chegou o momento por que todos aguardávamos.

Porque este sindicato foi constituído com esse fim, escutar os enfermeiros, ouvir as suas sugestões e tentar pô-las em prática.

Porque é tempo de transformar a crescente revolta e indignação em processos de luta que realmente tenham um verdadeiro impacto e assim convençam o Governo que estamos dispostos a lutar com todas as forças e os mecanismos legais disponíveis.

Porque estamos cansados de promessas e de esforços inconsequentes.

Porque prometemos que iríamos ser ousados, para tentar mudar os procedimentos do sindicalismo na enfermagem, e sempre afirmámos que MUDAR, É PRECISO!….

Porque os enfermeiros também precisam de ACREDITAR QUE É POSSÍVEL, MOSTRAR A NOSSA FORÇA.

Porque já é tempo de mostrarem mais RESPEITOpelos Enfermeiros. E sabemos que esse respeito terá que ser CONQUISTADO.

PORQUÊ UMA “GREVE CIRURGICA”?

Foi este o nome que se determinou, porque pretende que tenha uma especial incidência nos Blocos Operatórios.

Ao longo de tantos anos de experiência nos processos de luta sabemos que é sobretudo aí que as greves têm maior impacto mediático.

Também sabemos que serão o número de cirurgias programadas adiadas que vão preocupar e obrigar o Governo a negociar justamente com os enfermeiros.

Como é óbvio, lamentamos os prejuízos que possamos causar à população, mas também gostaríamos que alguém assumisse os nossos acumulados ao longo de muitos anos.

Se quiserem responsabilizar alguém, pensem nos sucessivos GOVERNOS, que têm sistematicamente negligenciado discriminatóriamente o Papel dos Enfermeiros no SNS e na Sociedade em Geral.

Numa Carreira que de ESPECIAL, resta só o nome, temos assistido a uma gradual e indigna desvalorização da profissão à medida que o grau de exigência foi aumentando.

Estamos preparados como nunca para assumir essa exigência, com as competências científicas e técnicas que fomos adquirindo, mas também exigimos o justo RECONHECIMENTO.

 

COMO SE PROCESSA “A GREVE CIRURGICA”?

No fundo não será uma greve muito diferente das que se têm feito, nos aspectos jurídico-legais. A diferença estará na duração e operacionalidade.

O SINDEPOR e a ASPE já convocaram a greve, com anúncio do pré-aviso publicado em meio de comunicação social  de grande divulgação Nacional como a lei determina.

A “greve cirúrgica” foi decretada com início a 8 de Novembro e pode estender-se, se necessário, até dia 31 de Dezembro.

Foi decretada para os três maiores centros Hospitalares do País (S.João, Coimbra e Lisboa Norte). TODOS os enfermeiros, de TODOS os serviços dessas três instituições poderão aderir à greve, mas pretendemos que tenha especial incidência nos BLOCOS OPERATÓRIOS.

Tal como nas outras greves teremos que assegurar OS SERVIÇOS MÍNIMOS INDISPENSÁVEIS PARA OCORRER A NECESSIDADES SOCIAIS IMPRETERÍVEIS, o que significa que as situações urgentes e as cirurgias oncológicas classificadas com grau de prioridade 3 e 4 terão que ser asseguradas. Todas as cirurgias programadas que não se encaixem neste contexto podem e devem ser adiadas se os enfermeiros aderirem à greve.

Tratando-se de uma greve que se poderá prolongar um “grupo” de enfermeiros que se auto-intitulou “grupo greve cirúrgica”, independente dos sindicatos (mas com quem estamos solidários), iniciou uma recolha de fundos para apoiar esta greve e os seus aderentes que trabalham nos Blocos Operatórios.

Não se trata de pagar a ninguém para fazer greve. Nem mesmo pagar ordenados, mas sim de um fundo solidário, que ajudará os enfermeiros, que já de si são mal remunerados a fazer face às suas despesas e responsabilidades sociais e familiares.

E em relação a esta situação, os sindicatos não tem muito mais a acrescentar, já que no compromisso entre as partes ficou bem definido e assumido que cada um terá a sua função, a recolha, operacionalização e distribuição dos fundos de solidariedade NÃO SERÃO, UMA RESPONSABILIDADE DOS SINDICATOS.

O grupo “greve cirúrgica”, tem feito um grande esforço na mobilização, incentivo e angariação dos fundos assim como explicar os procedimentos.

Eles têm uma meta como valor mínimo a atingir, (300.000 euros) sem o qual não será possível concretizar esta GREVE.

NESSE CASO SÓ OS ENFERMEIROS DOS BLOCOS OPERATÓRIOS É QUE LUTAM PELA CLASSE?

Não poderíamos estar mais em desacordo. Nesta greve TODOS teremos que ter o nosso papel.

– O SINDEPOR e a ASPE, decretam, operacionalizam e apoiam os colegas grevistas. Porque vamos estar presencialmente junto dos colegas em greve. Também disponíveis para informar junto da comunicação social os resultados da greve. Também já nos comprometemos a não desconvocar esta greve, sem garantias escritas, de forma clara e inequívoca do cumprimento das nossas exigências e que estão enunciadas nos objectivos da greve, publicadas no pré- aviso.

– Os enfermeiros dos Blocos Operatórios das instituições visadas estarão disponíveis para FAZER GREVE e abdicar temporariamente da PRODUÇÃO ADICIONAL (SIGIC), por forma a não boicotarem a SUA PRÓPRIA PARTICIPAÇÃO NA LUTA.

Serão compensados pelos prejuízos de acordo com as regras que o grupo “greve cirúrgica”, estabeleceu.

– Os enfermeiros dos restantes serviços das instituições visadas, também poderão fazer greve, se assim entenderem e se prestarem os “serviços mínimos” serão pagos pelas instituições (não haverá claramente a capacidade de compensar todos).

– Os restantes enfermeiros das restantes instituições do País, participam nos donativos e disponibilizam-se para participar em concentrações organizadas pelos Sindicatos à porta das instituições visadas.

DESTA FORMA TODOS PODERÃO PARTICIPAR NUMA LUTA QUE É DE TODOS PARA TODOS.

ESTA GREVE TEM TUDO PARA SER EFICAZ, CASO OS ENFERMEIROS SE MOBILIZEM.

LEMBRAMOS QUE FOI SEMPRE ALGO DESTE GÉNERO QUE OS ENFERMEIROS EXIGIAM AOS SINDICATOS.

NESTE MOMENTO ESTES SINDICATOS NÃO TEM CAPACIDADE FINANCEIRA PARA PARTICIPAR ATIVAMENTE NOS DONATIVOS, MAS OS NOSSOS MEMBROS DOS CORPOS GERENTES E ASSOCIADOS JÁ O FIZERAM INDIVIDUALMENTE.

PORQUE O SINDEPOR E A ASPE DIZEM PRESENTE!


Apoio à Greve Cirúrgica