Comunicado
04/04/2019

Após mais uma reunião técnica suplementar de negociação da Carreira Especial de Enfermagem, em que efetivamente foram dados passos importantes na definição do futuro da Enfermagem, nomeadamente a garantia de direitos dos CIT em ponto de igualdade com os CTFP bem como o reforço de direitos, consideramos que estão criadas as condições para se manterem as negociações em curso, com vista à construção de instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho que minimizem os efeitos da alteração unilateral da Carreira Especial de Enfermagem executada pelo governo, pelo que suspendemos a greve geral convocada até 16 de abril. Com esta decisão queremos deixar bem claro que fazemos questão de participar ativamente em todos os processos que envolvam a definição do futuro dos Enfermeiros, pelo que aguardamos pela realização de uma reunião política com a tutela.

Também temos a plena consciência de que os Enfermeiros estão preparados e disponíveis para aderir em massa à greve anunciada, mesmo percebendo todas as contrariedades em preparação para lhes sonegar esse direito constitucional, como tem vindo a ser a forma de gestão recorrente deste tipo de protestos por parte do governo. Aos Enfermeiros endereçamos um pedido de contenção temporária para clarificação das posições mais recentes assumidas pela tutela, sendo que, se houver sinais da necessidade de extravasar o nosso descontentamento, poderão sempre contar com o SINDEPOR. É tempo de reajustar a estratégia ao contexto (porque ele mudou), mas sem baixar a guarda.

Anunciamos também que vamos dedicar especial atenção a casos de instituições, identificadas nos últimos meses, que são críticas na forma como gerem as relações laborais com os Enfermeiros, com total desrespeito pelos direitos mais fundamentais. Essas situações vão deixar de gozar de impunidade e de se perpetuarem no tempo, como alguns responsáveis estarão habituados.

Suspensao_da_Greve

Comunicado
05/03/2019

O SINDEPOR apoia a Greve Geral no dia 8 de Março decretada pela ASPE.

O SINDEPOR apoia e vai participar na MARCHA BRANCA organizada pelo Movimento Nacional de Enfermeiros (MNenf), a realizar no dia 8 de Março em Lisboa.

O SINDEPOR foi contactado no sentido de retomar as negociações com a comissão mandatada pelo Ministério da Saúde e Finanças já no próximo dia 7 de Março, contudo o Governo quer resumir as matérias a negociar em IRCT a questões menores.

E se estão a pensar que vão negociar matérias que lhes interessam, como os serviços mínimos em greve, sem que tenham que negociar tantas outras questões que interessam aos enfermeiros, como o descongelamento das progressões ou a compensação do risco, desgaste e penosidade com efeitos na idade de aposentação, ESTÃO MUITO ENGANADOS.

No SINDEPOR não estamos aqui para lhes fazer favores e bem podem anunciar que as negociações da carreira estão encerradas, que para nós só estarão encerradas depois de negociações sérias, respeitando a dignidade dos enfermeiros.
Se publicarem aquela “insulto” a que chamam diploma de carreira, vão ter luta como nunca tiveram, não nos voltarão a tratar como idiotas, como fizeram em 2009, pelo menos sem uma reacção sem precedentes, a história não se poderá voltar a repetir, porque os enfermeiros agora disseram:

BASTA!...

Dia 8 teremos novidades.

Apelamos à mobilização geral dos Enfermeiros para as lutas que se seguem.

NO SINDEPOR NÃO DESISTIREMOS, mas precisamos do vosso apoio.

=>COMUNICADO A TODOS OS COLEGAS <=
05/02/2019

Cumpre informar,
que face aos últimos acontecimentos ocorridos no decurso da "Greve Cirúrgica II" e de acordo com os relatos e denuncias de que tivemos conhecimento in loco junto dos nossos piquetes de greve, o Departamento Jurídico e Contencioso do SINDEPOR vai apresentar Queixa-Crime contra os Membros do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Tondela-Viseu,EPE visto os factos elencados nas denuncias supracitadas indiciar a prática do Crime de Violação do Direito a Greve, consagrado no Art. 57 da Constituição da República Portuguesa.

A Direção

Comunicado
18/12/2018

Comunicamos a todos os colegas que a Ministra da tutela, Drª Marta Temido fez um pedido de desculpa ao sindicato e a todos os enfermeiros pela infelicidade escolhida nas palavras contra nós. Tendo em conta o momento de pensarmos pela Enfermagem como é o nosso apanágio, na busca das melhores soluções e não querermos ser fonte de aumento de problemas, aceitámos o seu pedido de desculpa.

Comunicado
27/11/2018

Desde o início da greve, embora infelizmente e por culpa exclusiva da tutela que mantém a surdez e a recusa em nos valorizar de acordo com o que merecemos, temos tido centenas de cirurgias programadas adiadas, aproximando-se neste momento das mil e quinhentas.

Apesar da nossa forte adesão, podemos constatar e congratulamo-nos por ter havido um incremento na realização de cirurgias oncológicas, o que com certeza tem permitido a redução do número de doentes em listas de espera para esse tipo de cirurgia.

Ficámos também muito satisfeitos por saber que há instituições que começaram a priorizar esses mesmos doentes oncológicos de acordo com os níveis como forma de cumprirem o estabelecido em acórdão do tribunal arbitral. Algo que nunca tinha sido feito.

Informamos também, que a partir de amanhã e dando voz à razão e aos apelos que têm sido solicitados, serão comunicados os números diários de cirurgias programadas canceladas, números de cirurgias oncológicas realizadas e número total de cirurgias, na página do SINDEPOR às 20h todos os dias de semana (a comunicação social tem sido informada diariamente sobre o esforço de toda uma classe e mantemos a disponibilidade total para colaborar com toda a comunicação social que nos solicite).

Gostaríamos de agradecer o compromisso de TODA uma classe em redor de uma CAUSA COMUM, seja à OE e à sua Bastonária, Enfermeira Ana Rita Cavaco e restantes membros, aos Enfermeiros que trabalham nos internamentos e que têm feito questão de demonstrar esse apoio através de fotografias difundidas pelas redes sociais e a fazerem greve também em mínimos, perdendo muitas vezes a sua remuneração. E em especial a todos os colegas de Bloco Operatório que tomaram a corajosa decisão de serem a nossa FORÇA ESPECIAL de combate ao esquecimento, à desvalorização, aos maus tratos por parte dos sucessivos governos.Estamos cá para vos apoiar sempre que necessitem e já o temos provado nestes 4 dias de Greve Cirúrgica.

Por último a TODOS os portugueses que pretendem ter um SNS de qualidade para TODOS, que compreendem que nós somos o MOTOR que tem funcionado e tem permitido manter um SNS debilitado a funcionar com alguma eficácia mas a necessitar de MUITO MAIS.

Manter o FOCO! LUTAR com convicção, porque MUDAR É PRECISO!

COMUNICADO

20/11/2018

O SINDEPOR, comunica a todos os colegas que as posições estão extremadas, não tendo havido qualquer hipótese de aproximação das partes.

Consideramos a proposta da Ministra da Saúde ofensiva, humilhante e desprestigiante para uma classe que tanto tem dado ao país, pelo que apelamos a todos os Enfermeiros a adesão massiva à Greve Cirúrgica que se inicia dia 22/11 quinta feira.

Brevemente sairá comunicado sobre a reunião de hoje.

MUDAR É PRECISO!

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Comunicado
16/08/2018

Por acharmos que é de fundamental importância o esclarecimento, pois é ele a base de tomadas de decisão, também elas esclarecidas e fundamentadas, publicamos um conjunto de fotografias com um resumo de propostas para a Carreira de Enfermagem, que enviámos ao governo DESDE MARÇO DO CORRENTE ANO!! INCLUINDO A NOSSA PROPOSTA DE TABELA REMUNERATÓRIA!!

16/04/2019

**Comunicado**

SUSPENSÃO DA GREVE ATÉ 23 DE ABRIL

COMUNICADO

Temos vivido num período conturbado em que os Enfermeiros têm expressado de forma clara e enérgica que deixaram de estar disponíveis para absorver as consequências do desinvestimento no SNS ao longo de sucessivos governos.

Também é claro que os Enfermeiros não vão tolerar o perpetuar das injustiças provocadas por decisões avulsas sobre a sua regulação laboral.

Desde a sua fundação que o SINDEPOR tem estado ao lado dos Enfermeiros e para os Enfermeiros, com a missão de resgatar a dignidade e o respeito pela Enfermagem. Essa missão passa pela exigência, por todos os meios, do cumprimento cabal dos direitos adquiridos e pela participação ativa e efetiva nos processos regulamentares da profissão.

Assim sendo, estamos obrigados a valorizar todas e quaisquer oportunidades que nos sejam apresentadas para influenciar o presente e futuro da Enfermagem em Portugal.

Uma vez que estão criadas as condições para tentarmos alterar o rumo dos acontecimentos, decidimos SUSPENDER A GREVE DECRETADA ATÉ 23 DE ABRIL.

Nem todas as conquistas advêm de “sangue e lágrimas”. Algumas nascem da necessidade que temos, de gerir a comunicação com as necessárias reservas.

Acreditem na nossa tomada de decisão, que é pelo bem de todos os enfermeiros.

Com os Enfermeiros e para os Enfermeiros… Mudar é preciso!

15/04/2019

**Comunicado**

Avisam-se todos os Enfermeiros que a greve mantém-se suspensa até amanhã dia 16 de abril.
Amanhã, por volta das 14:30, o SINDEPOR tem reunião com a comissão negociadora na ACSS. Após a reunião será emitido um comunicado a dar conta do conteúdo da mesma assim como as orientações a seguir no que à greve diz respeito.
Mudar é e será preciso!

Re-Convocação de Greve Cirúrgica
01-11-2018

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COMUNICADO

O SINDEPOR desde que surgiu no panorama do sindicalismo em Enfermagem tem-se primado pela honradez, verdade e competência.

Por esse facto, e por terem surgido dúvidas nestes últimos dias sobre a legalidade da chamada Greve Cirúrgica ventiladas por um órgão de comunicação social, que terá recolhido a fonte de informação junto de alguém ligado ao setor, achámos por bem desconvocar a greve anunciada para se iniciar a 8 de Novembro, porque acima de qualquer convocatória, deverá estar a segurança e conforto jurídico de todo o enfermeiro que queira fazer esta greve, inédita na história de Portugal.

Anunciamos também que já foi convocada novamente esta “Greve cirúrgica”, a iniciar no dia 22 de Novembro, sem deixar margens para dúvidas sobre os timings.

Desta forma, as dúvidas de uns funcionaram para nós como novas certezas. Esta greve antes mesmo de se iniciar já está a incomodar aqueles que não querem ver a nossa profissão prosperar. Este é o momento de reorganizar a nossa luta e torná-la ainda mais intensa. Essa é a resposta dos Enfermeiros perante as adversidades.

Temos observado que a contribuição e entusiasmo dos Colegas para o fundo de greve tem sido fantástica, por isso decidimos torná-la mais abrangente e estendê-la a mais dois centros hospitalares, o C.H.P. (Centro hospitalar do Porto) e o C.H.S. (Centro hospitalar de Setúbal), de forma a que esta possa ter um impacto ainda maior.

Solicitamos a todos os colegas que continuem a contribuir para o fundo em https://ppl.com.pt/prj/greve-cirurgica, relembrando que ainda não foi atingido o objetivo principal dos 300.000 euros e que se este for ultrapassado, a verba angariada será ainda mais elevada, o que nos permitirá ter maior robustez na consecução dos objetivos pretendidos com esta greve, inclusos no pré-aviso.

Sempre ao lado dos enfermeiros, porque mudar é preciso, como sempre afirmámos esta greve vai-se realizar.

Bem Hajam a todos!

O Presidente Carlos Ramalho

Apoio à Greve Cirúrgica
26-10-2018

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SINDICATO DEMOCRÁTICO DOS ENFERMEIROS DE PORTUGAL

NOTA Á COMUNICAÇÃO SOCIAL
21/09/2018

EM PRIMEIRO LUGAR
- Gostaria de reforçar a forte adesão dos enfermeiros nesta greve ( entre os 70 e 80 %), e em muitos casos se aproximou dos 100%, de acordo com números já anunciados.

- Números estes, avaliados e confirmados pelos nossos dirigentes e delegados em TODO O PAÍS. São números expressivos, que reflectem o descontentamento generalizado e que o Ministério da saúde também conhece (coso esteja de boa-fé tal como nós)

- Esta é uma luta, que tal como já foi anunciada, se vai ACENTUAR até onde for necessário.
OS ENFERMEIROS NÃO VÃO DESISTIR DAS SUAS JUSTAS REINVINDICAÇÕES.

- Gostaria também de apelar à comunicação social para o facto do nosso País não se resumir a Lisboa e Porto.

- Em todo o País, (repito), em TODO O PAÍS, incluindo as regiões autónomas da madeira e Açores, os enfermeiros aderiram fortemente a esta greve decretada pelos Sindicatos mais representativos do sector e estão mobilizados e preparados para intensificar o seu protesto.
INFELIZMENTE
A COMUNICAÇÃO SOCIAL IGNOROU TODAS AS RESTANTES REGIÕES DO PAÍS.

- Ontem, em plena greve dos Enfermeiros, foi dado especial destaque ao futebol ou á legítima luta de umas centenas de taxistas, enquanto muitos milhares de enfermeiros estavam em luta em todo o País. Para além da greve foram feitas vigílias nocturnas em várias capitais de Distrito.

- Não vamos estabelecer comparações, todas as lutas são legítimas e as comparações geram instabilidade e por vezes ódios injustificados. Mas gostaria de recordar o papel social fundamental dos enfermeiros, imprescindível para o funcionamento e sustentabilidade do SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE.

SEM QUALQUER TIPO DE EXAGERO, SEM ENFERMEIROS, SIMPLESMENTE NÃO HÁ SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE, TÃO IMPRESCINDÍVEL PARA AS FUNÇÕES SOCIAIS DO ESTADO PORTUGUÊS.

POR FIM

- Gostaria de insistir numa situação que sempre fez e fará toda a diferença:
OS ENFERMEIROS APELARAM DESDE SEMPRE À UNIÃO DE TODOS OS SINDICATOS DO SECTOR.
OS VÁRIS SINDICATOS CORRESPONDERAM, ESTÃO NESTAS E NAS PRÓXIMAS LUTAS OS SINDICATOS AFECTOS AS DUAS CENTRAIS SINDICAIS ( UGT E CGTP) E TAMBÉM A ASPE QUE É INDEPENDENTE.
PROVÁMOS DESTA FORMA, QUE O SUPERIOR INTERESSE DA PROFISSÃO ESTÁ ACIMA DE QUALQUER DIVERGÊNCIA POLITICO-PARTIDÁRIA.
Todos os enfermeiros unidos pelos interesses comuns já anunciados.
Não vamos desistir nem aceitar propostas insultuosas para esta nobre profissão.
EXIGIMOS O QUE É JUSTO E DIGNIFICANTE PARA OS ENFERMEIROS.

O Presidente da Direção do SINDEPOR
Carlos Ramalho


Comunicado

Carlos_Ramalho-Presidente_do_SINDEPOR

16/08/2018

Como o SINDEPOR sempre afirmou, o caminho só pode ser o da convergência. Da nossa parte sempre contribuímos e continuaremos a cooperar para tornar possível a união de esforços entre os sindicatos.

No próximo dia 22 de Agosto, todos os sindicatos estarão reunidos para avaliar a situação actual, esperemos que até lá o Governo apresente a sua proposta como assumiu. Em função disso, os sindicatos anunciarão as suas intenções.

Também estão previstas reuniões com a Ordem dos Enfermeiros e com todas as Associações representativas da classe profissional contactadas para o efeito, no sentido de recolher contributos válidos.

Os Enfermeiros devem estar atentos e preparados para dar corpo às grandes e necessárias lutas comuns que teremos que travar em nome da nossa prosperidade.

Presidente do SINDEPOR

Carlos Ramalho


==============»Comunicado«===================

08/08/2018

Caros colegas,

Tenho conhecimento que a expectativa é grande e que os enfermeiros já se pronunciam sobre as reuniões de ontem, dia 6, sem que o SINDEPOR tenha feito algum anúncio oficial.
Isso não é de estranhar, nem ilegítimo, apenas um pouco precipitado, porque devemos falar de factos com conhecimento de causa e esses ainda não foram totalmente conhecidos.
Para os factos serem conhecidos teremos que garantir que toda a verdade está assegurada e não bastará opinarmos de forma inflamada e precipitada baseados em ideias preconcebidas a que todos estamos sujeitos a ceder.
Não vamos cair no erro de assumir aspectos subjetivos que quando explorados de forma negativa só iriam contribuir para aumentar a confusão e a discórdia. Não contem com o SINDEPOR para alimentar esse grande inimigo que tem sido a divergência de opiniões e posições quando levada pelo caminho errado.
Todos temos direito a manifestar a nossa opinião e até o descontentamento, mas então que o façamos devidamente informados. A bem da nossa profissão todos temos o dever de procurar os aspectos positivos mesmo quando as coisas não correm como gostaríamos.
Passemos então aos factos:
- É verdade que os sindicatos ainda não estão em sintonia perfeita e ainda têm um longo caminho a percorrer (muito à semelhança dos enfermeiros enquanto colegas de profissão).
- É verdade que ontem, dia 6 os sindicatos estiveram reunidos em Lisboa, na sede do SEP (à excepção do SE e SIPE), que não compareceram e cujo resultado mais evidente foi a emissão do comunicado conjunto, já do conhecimento da maioria dos colegas.
- É verdade que este comunicado por ser conjunto, está assinado por TODOS os sindicatos e nem todos estiveram presentes por razões que nos ultrapassam. Contudo só foi emitido após TODOS tomarem conhecimento e aprovarem, o que o valida e responsabiliza cada um dos signatários.
- É verdade que cada sindicato tomou a sua decisão livremente de estar ou não presente na reunião da tarde com a Ordem dos Enfermeiros. O SINDEPOR, responsável pelo apelo inicial que tinha lançado e tendo respondido afirmativamente ao repto lançado pela Exmª Bastonária Enfª Ana Rita Cavaco, esteve presente como não poderia deixar de estar e cumpriu assim desta forma com o compromisso assumido. Não nos compete fazer julgamentos ou juízos de valor, cada um foi livre de tomar a sua decisão. Desta forma pelas 12h30 o SINDEPOR abandonou os trabalhos sindicais com os outros sindicatos que continuaram reunidos.
- É verdade que a reunião com a Ordem dos Enfermeiros se realizou ainda que em moldes diferentes (do ponto de vista formal) meia hora após o anunciado, com a presença da Digníssima Bastonária, o seu Vice-Bastonário, os Presidentes das seções regionais do Norte e Sul, assim como de representantes do Mnenf. e da associação Mnesmo.
- É verdade que a reunião decorreu de forma cordial e participativa e todos tiveram a oportunidade de se pronunciar e assim exprimir as suas legítimas preocupações.
- È verdade que a reunião foi muito produtiva. Bem dirigida e moderados pela Sra. Bastonária que reiterou as suas já conhecidas e divulgadas preocupações com o andamento das negociações dos sindicatos com o Ministério da Saúde, preocupações que o SINDEPOR partilha, devido aos sucessivos adiamentos e consequentes impasses verificados.
- É verdade que o SINDEPOR, não estando mandatado para defender e se pronunciar sobre as posições dos outros sindicatos, defendeu a função do sindicalismo na enfermagem, e clarificou as funções de cada uma das instituições presentes, sendo por todos reconhecido que legal e estatutariamente é aos sindicatos que compete a negociação e defesa dos interesse dos trabalhadores enfermeiros.
- É verdade que foi assumido pelo SINDEPOR que todos os contributos serão desejáveis e necessários e que os sindicatos devem estar disponíveis para reunir e valorizar os contributos dos enfermeiros, venham eles de onde vierem. Ninguém vai ficar de fora se assim o desejar.
- É verdade que o SINDEPOR, tal como sempre assumiu, vai continuar a colaborar sempre que possível e dentro das competências estatutárias com a Ordem dos Enfermeiros, pois entende que isso será benéfico para todos os enfermeiros.
- É verdade que os sindicatos continuam a desenvolver um diálogo construtivo, no sentido de continuar a desenvolver esforços para atingir os seus objetivos que são comuns, mesmo que por vezes não pareçam.
- É verdade que já foram anunciadas formas de luta, e ainda que não tivessem tido uma concordância comum, nenhum sindicato se vai opor ou desincentivar essas lutas, e todos cá estaremos para apoiar os nossos associados ou aqueles que vierem a ser, já que a decisão de participar numa greve será sempre em última instância a decisão individual de cada trabalhador, sendo essa decisão tomada de forma livre, consciente e livre de qualquer coação.
- É verdade que os sindicatos, compreendem agora, mais do que nunca, que estamos numa fase em que será necessário unir esforços para dar um sinal claro ao governo que a enfermagem está determinada e não vai abdicar das suas justas reivindicações.
- É verdade que o Governo se comprometeu até dia 15 de Agosto em apresentar uma proposta (ou contra-proposta, como entenderem), e caso isso aconteça, ou não, já está prevista reacção.
- Finalmente, também é verdade que a próxima reunião agendada entre os sindicatos será na "nossa" casa, no dia 22 na sede Nacional da UGT e pretendemos se necessário anunciar em conferência de imprensa duras formas de luta para as quais TODOS os enfermeiros estão desde já convocados. Guardem alguma da vossa energia para a SEGUNDA QUINZENA de SETEMBRO, quando pretendermos mostrar ao governo e ao país qual é a verdadeira força e determinação dos enfermeiros, pois já percebemos que não será só a continuar a demonstrar a nossa competência e dedicação que seremos respeitados. Principalmente em Setembro, TODOS unidos poderemos com a nossa luta, atingir os nossos objetivos.
Todos os enfermeiros perguntam o que os sindicatos podem fazer pela profissão, vai brevemente chegar a hora de também os sindicatos perguntarem aos enfermeiros o que podem ou querem fazer por si próprios.
O SINDEPOR como sempre se comprometeu vai estar á altura de contribuir para a união e coesão do que todos reclamamos, veremos se os enfermeiros estarão à altura desse desafio, acreditamos que sim, caso contrário, de nada valerá este esforço.
Assim, o SINDEPOR vem aqui expor a verdade dos factos e tudo o que se diga em contrário, NÃO CORRESPONDERÁ à VERDADE. Não contem connosco para andar a alimentar controvérsias nas redes sociais, pois não vamos colaborar com aqueles que por falta de informação ou com intenções contrárias aos interesses da profissão semeiam a confusão e a discórdia.
Mais que as palavras, que nos possam iludir com a sua eloquência estão as atitudes. Essas sim, deveremos avaliá-las com isenção e depois concluir quem faz melhor ou quem apenas fala e nada faz .

Carlos Ramalho


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SINDICATO DEMOCRÁTICO DOS ENFERMEIROS DE PORTUGAL

Nota aos Enfermeiros
08/05/2018

O SINDEPOR esteve reunido com o Ministério da Saúde, no passado dia 3 de maio.

Partimos para esta primeira reunião com a certeza de que tudo fizemos para favorecer um ambiente promissor. Numa postura de Boa-Fé, recusamos participar em acções de luta, para que assim, em nosso entender, chegássemos às negociações com a integridade necessária.

Como era nosso dever, levámos até ao ministério as nossas propostas, que são fruto das nossas justas reivindicações e do culminar de muitos anos de indignidade e discriminação.

Não bastará criarem-nos uma carreira e chamar-lhe “especial”, só pela sua especificidade, conteúdo funcional e independência técnica. Nem mesmo pelo seu grau de complexidade funcional ao nível das mais exigentes.

Tal como no famoso provérbio, não bastará ser, terá que parecer….. e aos olhos dos enfermeiros esta carreira não parece “especial”, nem mesmo parece “carreira”.

Neste momento parece haver mais abertura para a reestruturação de uma carreira verdadeiramente pluricategorial, (com inclusão da categoria de especialista) que assente, num modelo que possibilite progressões nos sentidos horizontal e vertical. Também parece ser consensual a necessidade de ajustar melhor o sistema de avaliação do desempenho à especificidade da nossa profissão. Esses são sinais positivos mas bastante insuficientes, isto porque:

- Sobre a clarificação dos procedimentos para descongelamento das progressões;

- Sobre a clarificação dos procedimentos sobre atribuição do Subsídio de função aos enfermeiros especialistas;

- Sobre a atribuição de remunerações compatíveis com o grau de complexidade do trabalho de enfermagem;

- Sobre a compensação do especial desgaste e penosidade da profissão, com um regime especial de aposentação e eventual redução de carga horária progressiva;

- Sobre a contratação de enfermeiros por forma a colmatar as carências existentes e que tendem a agravar-se;

- Sobre o reforço do investimento em recursos físicos e humanos no sector da Saúde;

Sobre estas, entre outras reivindicações que O SINDEPOR pretende ver resolvidas, nada se disse, ou apenas foram abordadas de forma vaga e temporalmente descomprometida.

Por essa razão o SINDEPOR não vai aguardar por mais tempo. Tempo, é algo que os enfermeiros não vão continuar dispostos a dar. Anunciamos que vamos participar na concentração organizada pelo Movimento Nacional de Enfermeiros, e no mesmo dia iremos reunir a Direcção deste Sindicato para analisar a actual situação politico-sindical e decidir acções futuras. Continuaremos disponíveis para concertar posições com os restantes sindicatos.

Vamos unir os enfermeiros em torno de uma grande luta, porque Mudar é preciso!...

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2018/04/24

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SINDICATO DEMOCRÁTICO DOS ENFERMEIROS DE PORTUGAL

Caros Colegas

Continuamos muito descontentes e isso está bem patente nas redes sociais e nos nossos locais de trabalho.

Queremos antes de mais saudar o inconformismo dos vários movimentos recentemente criados que muito têm contribuído para a dinamização da defesa dos nossos direitos enquanto profissão.

Sabemos que estão a organizar formas de protesto e fomos desafiados enquanto sindicato para participar. Hoje, dia 25 de Abril comemoramos o 44º ano da revolução que nos permite manifestar publicamente de forma livre, respeitando naturalmente as regras democráticas.

Contudo gostaríamos de recordar que os movimentos e associações não sindicais estão limitados na sua acção. Não bastará manifestar descontentamento, será necessário negociar as mudanças que queremos ver concretizadas. Esse papel cabe aos sindicatos, por isso também nós lançamos o desafio para os colegas se sindicalizarem. Juntem-se a nós para ter-mos a força necessária para podermos impor negociações justas.

Da nossa parte seremos  coerentes, sempre dissemos que fomos constituídos para resolver os problemas, e não para os promover. Também sempre dissemos que somos pela convergência de esforços, e que quando chegasse o momento saberíamos estar do "lado certo". Os interesses da classe e da profissão são para nós uma prioridade

Enquanto sindicato recente temos conseguido um crescimento significativo, fruto de uma postura séria e responsável.

Como já tornámos público este sindicato vai realizar a sua primeira reunião com o Ministério da Saúde já no início do próximo mês. Não nos parece sensato, neste momento anunciar formas de luta antes de iniciar negociações. Sabemos que há sindicatos que fazem isso, como forma de pressão, mas como sempre anunciámos queremos “fazer de forma diferente”. Acreditamos que uma postura de boa-fé poderá demonstrar o mesmo respeito que exigimos, criando assim uma base sólida para o necessário diálogo.

Assim respondendo de forma objectiva a esse desafio, diríamos que seria um sinal muito positivo para os enfermeiros o facto de a anunciada manifestação não ser necessária, porque isso significaria que na referida reunião se teriam dado passos significativos e inequívocos no sentido da aceitação das nossas propostas.

Queremos salientar que não nos contentaremos com simples promessas ou possibilidades. Vamos exigir garantias concretas, assim como um sinal claro e imediato de mudança de atitudes em relação aos enfermeiros. Não seremos ingénuos, caso esta primeira reunião não corresponda às nossas espectativas, podem contar com o SINDEPOR para as lutas que teremos que desenvolver se for necessário, porque tal como a generalidade dos enfermeiros entendemos que é tempo de dizer BASTA. 

Será exactamente isso que iremos transmitir aos responsáveis do Ministério da Saúde.

Quanto à convergência de posições entre sindicatos do sector, temos dado passos decisivos, aliás bem patentes nas nossas posições públicas nos debates e fóruns onde temos participado. Foi com agrado, que na 14ª conferência, realizada na região autónoma da Madeira vimos outros sindicatos a aproximar-se das nossas propostas. Estamos no caminho certo.

Por isso contem com o SINDEPOR, vamos unir esforços pela VALORIZAÇÃO e DIGNIFICAÇÃO da nossa profissão. Desta forma, remetemos para dia 7 de Maio o anúncio da nossa decisão.

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Posição do SINDEPOR sobre a greve Decretada pelo SEP para os dias 22 e 23 de Março

Não duvidamos da necessidade de empreender formas de luta pois o descontentamento é geral e prolonga-se há demasiados anos.

Também não faltam motivos neste momento para lutar, foi por isso que constituímos este sindicato, mas com formas e procedimentos eficazes. Se fosse para manter tudo igual, não teríamos razões para existir. “Mudar é preciso…”, esse é o nosso lema que queremos por em prática.

Esta greve foi decretada unilateralmente pelo SEP, sem consultar as outras estruturas sindicais e muito menos os enfermeiros, aqueles a quem se vão pedir novamente mais esforços e sacrifícios. Assim sendo:

Esta greve de 2 dias no nosso entender é inútil e extemporânea.

- Inútil, porque sendo o futuro incerto, o passado, esse está garantido nos factos. As frequentes greves de 1 e 2 dias, feitas ao longo da última década são bastante esclarecedoras quanto aos resultados atingidos. Para além de isso, convocar greves para os serviços que funcionam ininterruptamente como são os serviços de internamento e a grande maioria dos serviços de urgência, são geradoras de conflitualidade e enorme desgaste entre os profissionais, mas pior que isso são contraproducentes.

- Extemporânea, porque para o SINDEPOR, um sindicato recentemente constituído, há um percurso bem definido a fazer. Neste momento estamos a preparar uma proposta de carreira, temos as restantes reivindicações bem patentes no nosso site e procuramos atingir através do aumento do número de associados a força necessária para impor negociações ao Governo.

Somos pessoas responsáveis, estamos no sindicalismo de Boa-fé, sem motivações político-partidárias, e isso obriga-nos a não participar em formas de luta, sem que antes tenhamos apresentado e negociado as nossas propostas.

Estamos disponíveis para reunir com os outros sindicatos para encontrar pontos de convergência que nos possibilitem acções concertadas. Temos uma reunião com a ASPE já para a próxima semana.

Presentemente, não estamos disponíveis para fazer do futuro, uma continuação do passado. Os enfermeiros merecem mais do que isso…….

 

O Presidente

Carlos Ramalho


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Caros colegas

Como sempre digo; há duas espécies de pessoas, as que fazem coisas e seguem em frente; e as que veem atrás a criticar.
Orgulho-me de pertencer(mos) ao primeiro grupo. De aceitar desafios, de dar a cara, de encarar novos projectos. Sem dar ouvidos aos “velhos do restelo”, aos derrotistas. Mais que nunca é tempo de verticalidade, é tempo de exigir respeito por nós enquanto pessoas e enquanto Enfermeiros, enquanto Classe. É tempo de exigir a dignidade de que não abdicamos, é O TEMPO!!!

Mudar é preciso!

SINDEPOR

Ulisses Rolim
Vice-presidente do SINDEPOR.
(céd. Profissional nº 27814)


Presidente

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Vice-Presidente

NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL


Existe um novo sindicato de Enfermeiros.

  Chama-se SINDEPOR e já está a operar em todo o País, incluindo as regiões autónomas da Madeira e Açores.

  Trata-se, portanto, de um sindicato de âmbito Nacional com sede principal em Évora. Ainda este ano irão ser convocadas eleições para formar mais 5 delegações regionais, sediadas no Porto, Coimbra, Lisboa, Funchal e Ponta Delgada.

  Estamos assumidamente filiados na Central Sindical UGT, que nos garante os valores dos princípios do sindicalismo moderno, plural e democrático, com os quais nos identificamos com orgulho.

  O Sindicalismo tem um papel fundamental na defesa e proteção dos direitos dos trabalhadores. No sector da enfermagem esse papel necessita de ser reforçado e reformulado, já que agora, como nunca, os seus profissionais estão indignados.

  Na mesma proporção em que o nível de exigência tem aumentado, o reconhecimento e retribuição tem diminuído de forma drástica. As condições de trabalho degradam-se e sempre que isso acontece são os enfermeiros e os utentes os primeiros a sofrer as consequências.

 O Sistema Nacional de Saúde está fragilizado, tem dificuldade em dar resposta às crescentes solicitações, fruto de um desinvestimento estrutural e humano. Esta situação não é nova. Trata-se de uma situação transversal aos últimos 15 anos, e não seria sensato responsabilizar este ou aquele governo ou as suas opções políticas em particular.

  Este sindicato é composto por profissionais que estão nos seus locais de trabalho, em todo o país. Quando falamos, baseamo-nos na evidência do que presenciamos. Não estamos no sindicalismo por motivações político-partidárias, mas temos uma profissão a defender.

  Para além da dignificação da profissão é nosso propósito contribuir para uma eficiente gestão dos recursos físicos e humanos segundo a perspetiva de quem está no terreno, nos seus locais de trabalho. 

  Quer sejamos profissionais, utentes ou familiares somos muito mais que simples números. Lidar com números para tentar mascarar o indisfarçável é um exercício demagógico com o qual não pactuaremos.

  Os profissionais de Saúde devem ser valorizados, começando pelos até aqui mais discriminados que são sem dúvida os enfermeiros.

  Resumindo, os enfermeiros terão que ter voz ativa na delineação das políticas de Saúde. Somos o maior grupo profissional no sistema nacional de saúde e os  únicos que estão permanentemente  junto dos utentes. Apesar disso, continuamos a ser insuficientes para satisfazer as atuais necessidades. Podem contar com os enfermeiros, somos imprescindíveis e por isso exigimos respeito…….

Consulta o nosso Site: www.sindepor.pt

Ou contacta-nos através do e-mail: sindepor.geral@gmail.com

O Presidente

Carlos Ramalho

O Vice-Presidente

Ulisses Rolim

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UGT_40anos

E sim! Também nós damos as nossas caras, bem visíveis no nosso site.
13/01/2018

A propósito das notícias que têm vindo a público sobre as situações caóticas vividas em alguns serviços de Urgência e no sector da Saúde em geral sabemos que não se trata de uma situação nova, nem sequer pontual. Repete-se sistematicamente nos períodos de maior afluxo aos serviços de saúde já muitas vezes em si fragilizados. Em alguns casos tende a generalizar-se e não faltam ao longo de todo o ano camas de unidades de agudos ocupadas por situações a aguardar resolução social.
Deve-se gerir os dinheiros públicos com rigor, mas certamente também será necessário definir prioridades de acordo com as metas a atingir.
Recordamos que em Dezembro de 2015, num dia feriado, alguns membros agora neste sindicato andaram em campanha eleitoral por uma lista concorrente á Ordem dos enfermeiros. Nesse dia, num dos Hospitais atualmente referenciado, encontrámos nos serviços de Medicina um cenário desolador, camas com utentes nos corredores, e até uma cama na sala de trabalho onde os enfermeiros preparavam a medicação... Familiares dos utentes a colaborarem nos cuidados de higiene porque os enfermeiros e assistentes operacionais eram insuficientes e não conseguiam chegar a todo o lado.
Como enfermeiros, familiares ou utentes, já vivenciámos estas situações inúmeras vezes ao longo dos anos. Não necessitamos consultar jornais, assistir aos telejornais ou procurar nas redes sociais para ver o problema. Ele está lá!
Nessa altura, não era este governo que governava. Não se trata, portanto, de uma questão política, é muito mais transversal a isso. É uma questão de cidadania. Trata-se de um problema estrutural do nosso País, que deveria desde há muito investir mais no sector da saúde e no seu SNS, para que utentes e profissionais tenham mais e melhores condições.
Não podemos criticar porque ninguém faz nada e logo de seguida criticar aqueles que corajosamente tentam fazer alguma coisa.
Qual é o preço de uma vida humana? Qual é o preço da dignidade dos utentes e dos seus cuidadores?
Enquanto cidadãos e enfermeiros neste país, o que nos preocupa é a nossa postura enquanto parte integrante da sociedade portuguesa. Sempre que as tragédias acontecem há sempre maior preocupação em encontrar culpados do que soluções, mesmo sabendo que esse ónus pode ser injusto e não vai só por si evitar novas tragédias.
Sabemos que há carência de enfermeiros, sabemos que na maioria dos casos as dotações seguras não estão asseguradas, sabemos que somos uma profissão que sofre de um grande desgaste e que não é devidamente reconhecida ou compensada. Sabemos ainda que esta situação se arrasta há demasiado tempo. Estamos cansados de falsas promessas.
Os enfermeiros ultimamente têm vindo a denunciar situações que há muito eram conhecidas. O que mudou foi a atitude. Cansados de ser sempre as vítimas e os primeiros a sofrer as consequências como primeiros soldados na linha da frente, tomaram posição e denunciaram publicamente as situações que os atormentam. Enquanto Sindicato pouco nos importa se foi um ato de heroísmo ou desespero, a forma como o fizeram. Poderiam tê-lo feito de outra forma? Certamente que sim. Mas levados pelo desespero escolheram esta forma e devemos apoia-los.
Os enfermeiros não querem ser heróis nesta história, mas exigem ser respeitados. O SINDEPOR enquanto sindicato entende que o seu dever é estar ao lado desses enfermeiros e agir em sua defesa.
Para os culpar, dissuadir, intimidar ou querer calar, certamente estarão outros, mas não o nosso sindicato. Não fazemos juízos de valor, o que nos interessa é o que poderemos fazer em defesa dos utentes e dos seus cuidadores e estamos dispostos a lutar pela dignidade da profissão em prol da Saúde dos Portugueses.
Contem connosco, enquanto novo sindicato, digo-vos, compreendemos porque também somos prestadores de cuidados nas nossas unidades de saúde e sentimos exactamente a mesma revolta. Não vamos aparecer oportunisticamente para tentar tirar proveito da situação, sabemos que esta luta se irá prolongar e cá estaremos para cumprir com o dever a que nos propomos.
Consultem o nosso site www.sindepor.pt, leiam as nossas propostas e juntem-se a nós para que possamos juntos lutar pelas nossas causas.