Telejornal da RTP Madeira
02/07/2019

Opinião do SINDEPOR Madeira sobre a Greve geral dos Enfermeiros


NOTA INFORMATIVA
02/07/2019

Agradecemos a TODOS os Enfermeiros que estiveram hoje em greve e que apesar de todas as contingências, imposições do tribunal arbitral sobre os nossos mínimos publicados já no saudoso dia 13 de Junho, mas infelizmente alterados menos de 24h antes do início da greve,prejudicando inclusive um arranque mais sereno desta greve, causando alguma ansiedade e incerteza entre muitos colegas.

Colegas! Contribuíram verdadeiramente para uma adesão a nível nacional, a rondar a média dos 75%, o que por si só, acaba por demonstrar que por mais que nos tentem limitar nos nossos direitos mais básicos em democracia, participamos de forma ordeira e cívica, neste primeiro dia de quatro, como enfermeiros orgulhosos que somos.

Desistir nunca irá ser o nosso mote e há muitas injustiças que merecem este momento de protesto. Poderão contar connosco, porque ficar à espera não é solução.

É preciso também que a sociedade em geral compreenda que que esta luta também é deles e tem também como objetivo, evitar o desaparecimento progressivo do nosso SNS e dos cuidados de saúde prestados a TODOS os portugueses, como tem sido uma constante, em resultado do desinvestimento feito nestas últimas duas décadas na área da saúde. Queremos continuar a ser o pilar da saúde, mas devidamente reforçados de meios e condições para que a assistência na saúde não fique entregue somente a quem pode, mas a quem precisa com toda a qualidade que os portugueses merecem.

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SINDEPOR – Atendimento e Apoio Jurídico

Por decisão interna e para melhoria dos serviços prestados, solicitamos a todos os nossos associados que todos os assuntos que possam estar relacionados com a área jurídica, passem a ser encaminhados para o mail da sua respetiva região, os quais relembramos :

Região Norte - srnsindepor@gmail.com

Região Centro - sindepor.drcentro@gmail.com

Região Sul - sindepor.drsul@gmail.com

Região Madeira - sindepor.madeira@gmail.com

Região Açores - sindeporacores@gmail.com

Fale connosco e entraremos em contacto consigo assim que for possível.  Esperamos receber notícias suas!

EmailsRegionais_SINDEPOR_2016-06-17

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COMUNICADO

O SINDEPOR repudia a publicação do Decreto-Lei n.º 71/2019, de 28 de maio, que não passa de mais um ato a juntar a uma longa lista de completo desrespeito pela Enfermagem em Portugal.

Consideramos tanto a forma como o conteúdo de todo o processo denominado de “negocial” uma farsa e um embuste uma vez que se concretizou a intenção demonstrada pelo Ministério da Saúde em 17 de janeiro de 2019, ignorando claramente e deliberadamente as pretensões dos Enfermeiros apresentadas pelos seus sindicatos.

O SINDEPOR, nessa altura, deixou bem claro que não aceitava, não aceitou e nunca aceitará tentativas de castração de toda uma classe, pelo que avançou, graças à coragem e determinação dos Enfermeiros, para a Greve Cirúrgica 2, enfrentando uma máquina de desinformação, manipulação e abuso de poder por parte da tutela e do Governo de Portugal.

O Decreto-Lei n.º 71/2019, de 28 de maio, produzirá efeitos a partir de 1 de junho e a sua aplicação além de não garantir de forma alguma e na generalidade dos casos a “valorização de recursos humanos”, trará ainda mais injustiças que as que existem na atualidade, nomeadamente, a estagnação e desvalorização a médio e longo prazo dos Enfermeiros sujeitos às regras de transição.

Durante todo o (falso) processo negocial alertámos para as situações criadas pela aplicação dos Decreto-Lei n.º 247 e 248/2009, de 22 de setembro, com casos concretos que abundam nas instituições; para os erros produzidos em todo o processo de descongelamento das carreiras; para a deficiente aplicação do suplemento remuneratório para os Enfermeiros Especialistas… tudo em vão, uma vez que o Ministério e, por sua vez, a Ministra Marta Temido concretizou o que TODOS desconfiávamos como sendo o desígnio dos governantes em relação à Enfermagem: DESPREZO.

Face à situação criada, estamos a definir formas de refutar e contrariar o que nos acabou de ser imposto. Continua a ser necessária a participação de TODOS na tomada de posição sobre este embuste pelo que estão a ser planeadas formas de luta para serem implementadas, preferencialmente, em conjunto com os restantes sindicatos.

Podem continuar a contar com o SINDEPOR. O SINDEPOR conta com os Enfermeiros.


SINDEPOR esteve presente na Madeira na
23a. Conferência-Perspetivas sobre a nova Carreira de Enfermagem - 25-05-2019
Região Autónoma da Madeira - Four Views Hotel Monumental Lido

SINDEPOR na Conferência da Ordem-Debate da Carreira dos Enfermeiro - 25 maio 2019
Região Autónoma da Madeira - Four Views Hotel Monumental Lido


SINDEPOR na reunião da sua Direção Nacional e Delegação Regional da Madeira
24/05/2019

SINDEPOR e sua representação juridica Regional da Madeira - Dr Ricardo Frade de Gouveia

SINDEPOR em visita ao à Quinta Vigia, em contexto de visita ao Exmo. Sr. Presidente do Governo da Madeira Dr. Miguel Albuquerque


Apresentação de cumprimentos ao Exmo. Sr. Presidente do Governo Regional da Madeira
24/05/2019

O SINDEPOR na defesa dos interesses dos enfermeiros da Madeira.


GOVERNO DA RAM INVESTE ATÉ 2021 CERCA DE 20 MILHÕES DE EUROS NO DESCONGELAMENTO DAS CARREIRAS DOS ENFERMEIROS
22/05/2019

Uma breve mensagem do SINDEPOR...

Nesta etapa crucial em que os enfermeiros da Madeira mais uma vez vêm reconhecido e respeitado o seu trabalho,em mais um grande momento de dignificação da nossa ENFERMAGEM.

Da parte do SINDEPOR e de todos os seus elementos/estrutura uma palavra sincera de apreço a todos os seus associados por terem confiado no nosso trabalho.
São eles que permitem que continuemos a nossa luta pela classe.
Já demonstrámos a nossa capacidade negocial.
Já demonstrámos que estamos junto da classe.
Já demonstrámos que inovamos quando necessário, que damos a cara perante a adversidade.
Somos gente que trabalha, que sente o pulsar dos problemas da classe no seu dia a dia.
Não nos escudamos em interesses que não os da classe.
Estamos e estaremos presentes em todos os momentos pela defesa dos Enfermeiros.
Persistimos na prossecução das nossas estratégias no sentido de alcançarmos os objetivos a que nos propusemos, que são os da classe.
A oficialização e envio do documento da ata de compromisso à Assembleia Legislativa Regional, já do conhecimento geral, é mais um grande passo para a aprovação do decreto legislativo Regional que todos aguardamos.

Um bem haja a todos e um apelo a todos os não sindicalizados para que se sindicalizem.

Esta não pode ser a luta de alguns para muitos que não estão sindicalizados. Esta devera ser uma luta de TODOS com TODOS.


 INFORMAÇÃO

6 de maio
Resumo da reunião negocial na ACSS

Hoje foi cumprida mais uma reunião de negociação de IRCT para CIT.
Mantém-se a tónica de equiparação em tudo à carreira especial de enfermagem dos CTFP e ao seu IRCT.
Acertámos alguns pontos pendentes sobre a modalidade de concurso e ponderação da avaliação curricular.
Discutimos sobre o SIADAP e, como não concordámos com o diploma apresentado, ficámos de enviar um com as nossas alterações durante esta semana, assim como as fichas avaliativas, para voltarmos a discutir dia 16, que é a data da próxima reunião.
Como sempre, as negociações decorreram num clima de entendimento e de procura de soluções que, dentro da lei, façam justiça aos Enfermeiros de modo que estes nunca fiquem prejudicados nos seus direitos laborais.
O caminho continua e as pedras vão sendo desviadas.
Muito obrigada por confiarem em nós.


Sindicância à Ordem dos Enfermeiros...
27/04/2019

O SINDEPOR vem por este meio manifestar o mais veemente repúdio pela atitude da Ministra da Saúde em pedir à IGAS uma sindicância à Ordem dos Enfermeiros na pessoa da sua Bastonária (Ana Rita Cavaco) e outros dirigentes da OE.

Ana_Rita_Cavaco_Ordem_Enfermeiros

Consideramos lamentável que a Ministra que tutela a área da Saúde tenha, para com uma Ordem tão importante no que à política de saúde diz respeito, uma atitude que mais não visa do que silenciar, fazendo lembrar tempos idos, uma voz que, no estrito cumprimento dos seus estatutos, tem denunciado as debilidades de um SNS, escusando-se e bem, a fazer de repetidor de mensagens falsiosas e deturpadoras da dura realidade com que diariamente os Enfermeiros se têm vindo a confrontar.
Não poderíamos deixar de apoiar uma OE, a sua Bastonária e restantes membros que, cumprindo escrupulosamente os seus estatutos, mais não têm feito do que defender os Enfermeiros que tão bem têm representado.
A Ministra da Saúde se acha que ao atacar a Ordem dos Enfermeiros consegue silenciar por osmose toda uma classe desengane-se, pois atitudes persecutórias como esta terão como resposta um aumento de união e de revolta contra quem tem tido nos últimos tempos atitudes de humilhação de uma classe que todos os dias dá o que tem e o que não tem em prol tanto dos utentes como da qualidade dos cuidados prestados diariamente no SNS.
Dra Marta Temido: é hora de dizer BASTA deste tipo de atitudes.
Dra Marta Temido: exige-se mudança no seu comportamento.
Sra Bastonária Enfermeira Ana Rita Cavaco poderá contar com o apoio do SINDEPOR pois esteve sempre na linha da frente na defesa dos direitos dos enfermeiros. Bem haja por isso.


Orientacoes Greve Geral Enfermagem-Banner

Descarregue AQUI o documento em PDF, ou visite as imagens abaixo.


GREVE GERAL SUSPENSA ATÉ 4 DE ABRIL

Reunião ACSS

Como anunciámos previamente, ontem teve lugar nas instalações da ACSS, a segunda reunião do protocolo negocial.

Os trabalhos decorreram num clima de aproximação na negociação do ACT para os Enfermeiros em regime de contrato de trabalho (CIT) no âmbito do código de trabalho.

Mesmo sendo pretensão deste sindicato que haja um documento único, este não é o entendimento da mesa negocial, referindo que não tem cabimento legal e que tem obrigatoriamente que haver um documento para os Enfermeiros em Contato Individual de Trabalho e um para os Enfermeiros em Contrato de Trabalho em Funções Públicas.

Chegámos a acordo que estes dois documentos seriam o mais idênticos possível, visto os Enfermeiros terem todos o mesmo conteúdo funcional, nas respectivas categorias, independentemente do tipo de contrato de trabalho e como tal deveriam ter exatamente os mesmos direitos e deveres.

Foram discutidas 8 cláusulas.

Houve pontos expostos dos quais discordávamos, ficando os representantes do governo, de verificar a possibilidade de ajuste e de nova discussão desses pontos na próxima reunião que terá lugar dia 4 de abril às 11h.

Assim sendo, e tendo em vista o tempo limitado para a discussão do ACT, sabendo nós, que há pontos muito mais divergentes que vão requerer mais tempo de discussão, entendemos ser necessário, adiar a greve por três dias, sob pena de ficarem as duas negociações comprometidas e como sinal de boa fé e de paz social para que haja negociações sérias e produtivas.

Este sindicato, estando veementemente interessado em defender os enfermeiros e os seus direitos, encontra-se por isso disponível para uma aproximação política, de entendimento e atendimento às reivindicações principais dos enfermeiros que são o descongelamento justo e conforme a lei, a penosidade e a idade da reforma.

Esperamos que até dia 4, haja abertura por parte do poder político para um entendimento sério nestas matérias que são a forma mais justa de respeitar e tratar com urbanidade todos os Enfermeiros deste país.

Com respeito e dedicação, caminhemos juntos para a mudança.

Presidente do SINDEPOR
Carlos Ramalho

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PRÉ-AVISO DE GREVE NACIONAL
02 ABRIL A 30 ABRIL DE 2019

O SINDEPOR anuncia a TODOS os colegas que tomou a decisão de decretar GREVE GERAL para todo o país, com início às 8h de dia 2 de abril com terminus às 24h de 30 de abril, cumprindo a promessa de manter a luta até que diversas matérias sejam devidamente negociadas como: o descongelamento das progressões adequado para todos os Enfermeiros (existirão cerca de 15000 enfermeiros até aos 22 anos de carreira que mantêm a remuneração base em virtude disso); o pagamento do suplemento remuneratório a todos os enfermeiros especialistas; a negociação da redução da idade de aposentação; bem como a revisão da tabela remuneratória, entre outras matérias onde sabemos que há muita margem de manobra governamental (basta querer). Agora, apelamos a todos os colegas que terão oportunidade de mostrar a insatisfação geral perante a tutela e lutar por justiça, dignidade e melhores condições de trabalho para cuidarmos de toda a população portuguesa. Precisamos de ser cuidados para podermos cuidar. Mudar é preciso!

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Aproveite as vantagens de ser Sócio do SINDEPOR:

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Porto Canal: 13/03/2019

Intervenção no Porto Canal de Alfredo Preto, Dirigente da Delegação Regional do Norte do SINDEPOR

11/02/2018

=>INFORMAÇÃO AOS COLEGAS SOBRE A SINDICALIZAÇÃO NO SINDEPOR <=

-O SINDEPOR tem uma quota neste momento de 12 € indexada ao valor de 2% do salário mínimo nacional;
-Tem um fundo de greve consignado em estatutos;
-Todo o dinheiro gasto com qualquer sindicato tem uma dedução em sede de IRS com majoração de 50% da quota, representando anualmente uma dedução de 168,14 € a 208,80€ (consoante o rendimento bruto);
- Poderão realizar a pré-inscrição online em www.sindepor.pt se assim for o vosso desejo e serão posteriormente contactados por um colega para finalizar o vosso processo de sindicalização;
- Um agradecimento especial a todos os que depositaram a sua confiança em nós com a sua sindicalização.
Temos estado envolvidos numa luta enorme na defesa da classe e com a presença física diária de muitos colegas em piquete de greve ,na grande maioria das instituições de todo o país, ajudando ao sucesso da greve,pelo que toda a ajuda na nossa consolidação como sindicato nacional é extremamente importante.
Muito obrigado a TODA a classe pela capacidade de resistência.

MUDAR É PRECISO!

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NOTA À IMPRENSA

O Supremo Tribunal Administrativo não deu razão ao Governo nem decidiu que a greve dos enfermeiros era ilícita!

Face às imprecisões e até inveracidades com que a decisão do STA de ontem, 26/2/19, foi referida, anunciada e comentada, entende o Sindepor publicar o seguinte esclarecimento.

1º Ao contrário do que, uma vez mais e manipulatoriamente, o Governo tratou de invocar e propalar – induzindo em erro os cidadãos, incluindo o próprio Presidente da República – o STA não deu razão ao Governo, não decidiu que a greve dos enfermeiros era ilícita (quer quanto à forma como foi convocada e como foi executada, quer quanto ao apoio financeiro aos trabalhadores grevistas), como também não decidiu nem que tivesse havido qualquer espécie de incumprimento de serviços mínimos nem que a requisição civil decretada pelo Governo fosse lícita.

2º Na verdade, por razões estritamente processuais e aliás de forma contraditória com o seu próprio teor, o Acórdão do STA aquilo que entendeu e decidiu foi que o processo urgente de intimação – que a Srª Juíza relatora, primeiro, e depois o próprio Acórdão, na sua parte inicial haviam declarado ser o meio processual idóneo para na situação em causa defender o direito fundamental à greve – afinal não o seria...

3º Isto, considerando que se havia – como o Sindepor entende que há – actos ilícitos do Governo que deveriam deixar de produzir efeitos (e designadamente o de afectar, de forma grave e irreversível, o direito à greve), então a forma processual adequada a usar seria a de acção de anulação desses actos (acção essa que, pela forma como a sua tramitação está regulada na lei, é sempre de longa duração, chegado a arrastar-se durante 4, 6 ou mais anos).

4º Ora este entendimento – que o Sindepor considera ultra-formalista e contraditório consigo mesmo – representa a completa inutilização do meio processual urgente que é a intimação tal como ela está prevista na lei (artº 109º e seguintes do Código do Processo dos Tribunais Administrativos) precisamente para impedir a lógica do facto consumado de prejuízos irreparáveis ou de muito difícil reparação, os quais posteriores decisões de fundo (proferidas 6 anos depois, como já sucedeu por exemplo com as requisições civis, declaradas ilegais, decretadas contra os funcionários judiciais) já não conseguem acautelar e muito menos reparar.

5º Deste modo, depois de julgar improcedentes todas as questões prévias suscitadas pelo Governo e escusando-se a examinar se a greve foi ou não lícita, bem como se a Resolução do Conselho de Ministros que, sem qualquer fundamentação concreta, decretou a requisição civil e bem assim a Portaria do Ministério da Saúde que a efectivou, foram ou não lícitas e, mais, se houve – como invocou o Governo – situações de incumprimento de serviços mínimos ou se não as houve (como o Sindepor demonstrou, caso a caso, na própria intimação), o STA escusou-se quer a apreciar as questões de fundo (ou do mérito) que lhe foram colocadas, quer a confrontar o Governo, produzindo assim uma (errônea) decisão puramente processual.

E tudo isto também sem determinar – como lhe impõem os artºs 110º, nº 2 e 110º-A, nº 1 ambos do Código do Processo dos Tribunais Administrativos – que o processo seguisse então a tramitação julgada adequada.

6º Por todas estas razões e porque entende que, não obstante a decisão do STA ter sido proferida 15 dias depois de a intimação ter sido intentada e a 2 dias do final da greve, o Sindepor e os trabalhadores que representa, bem como aliás todos os trabalhadores em geral e todas as suas organizações representativas, mantêm um interesse, e um interesse absolutamente legítimo e relevante, em que se fixe doutrina sobre esta questão da inadmissibilidade, legal e constitucional, da inutilização prática de um direito fundamental como é o direito à greve por meio de actos ou decisões administrativas ilegítimas e ilegais mas que só poderiam vir a ser anulados (por via da referida acção de anulação) largos anos depois, ou seja, a um verdadeiro “título póstumo” e já sem qualquer efeito útil.

7º Deste modo, irá o Sindepor impugnar este Acórdão do STA por todos os meios processuais adequados ao efeito, e junto de todas as instâncias competentes, quer nacionais, quer internacionais, relembrando-se aqui que não seria a 1ª vez que o Estado Português acabaria condenado no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem – vide Acórdão de 25/7/17, Processo nº 17484/15 – por virtude de uma decisão do STA (designadamente a de 9/19/2014, que reduziu drasticamente a indemnização que fora atribuída a uma senhora vítima de negligência médica, sob o absolutamente extraordinário argumento de que “com 50 anos a sexualidade não tem a importância que assume em idades mais jovens”…).

A Direcção do Sindepor



JE SUIS Carlos Ramalho

O nosso Presidente!



Enfermeiros: presidente do Sindepor em greve de fome "até cair morto, se for necessário"
20/02/2019



SIC: Esclarecimentos do Prof. Dr. Garcia Pereira sobre o Parecer do Conselho Consultivo da PGR
19/02/2019

Esclarecimentos do Prof. Dr. Garcia Pereira sobre o Parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República e as manobras do Governo para a supressão do Direito à Greve.
A GREVE MANTÉM-SE NOS 10 CENTROS HOSPITALARES ATÉ 28 DE FEVEREIRO. Sigam as orientações para salvaguarda INDIVIDUAL e manutenção da luta de TODOS.


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Descarregue aqui a DECLARAÇÃO para os grevistas.

A GREVE VAI PROSSEGUIR!

Enfermeiros, colegas, esta era a luta anunciada, foi para isto que nos preparamos ao longo de tantos anos de descontentamento.

Era isto que muitos colegas exigiam dos Sindicatos, e o SINDEPOR, mais uma vez diz PRESENTE!

Todos sabíamos que não iria ser fácil, não vai continuar a ser, mas se nos mantivermos unidos, poderemos Vencer. Esta é mais uma tentativa “medíocre” com argumentos “mais do que duvidosos”, para nos demover da nossa luta justa e para abdicarmos de um direito irrenunciável, garantido pelo regime dos direitos, liberdades e garantias da Constituição da República Portuguesa.

Se desistirmos agora, teremos morrido na praia, mas pior do que isso, teremos deitado a perder todo o esforço e sacrifícios que nos trouxeram até aqui.

Para os serviços mínimos não somos indispensáveis, então somos para os serviços máximos? Os enfermeiros não são dispensáveis!

O Governo e o Ministério da Saúde baseiam os seus argumentos num parecer da PGR, que foi emitido de acordo com os argumentos que apresentaram e que mais uma vez, não são por nós conhecidos. Se estão tão seguros de si, porque não publicaram já esse parecer e a sua fundamentação? E que elementos terão sido fornecidos para haver necessidade de um um segundo parecer? Solicitámos por ofício esse parecer e foi recusado, e tudo o que sabemos é o que é anunciado verbalmente pela parte interessada.

O referido parecer, não é uma decisão Judicial, e só os Tribunais é que podem decidir se uma determinada situação, designadamente, uma greve é ilegal e/ou ilícita.

Se o Governo homologar o parecer da PGR, não o transforma em Lei, nem em sentença e o mais que pode tornar-se é numa espécie de “ordem de serviço”, que emitirá às instituições.

Recordo o que está inscrito no nº 1 do Art. 536 da Lei nº 7/2009 de 12 de Fevereiro (Código do Trabalho) “ a greve  suspende o contrato de trabalho do trabalhador aderente, incluindo o direito a retribuição e dos deveres de subordinação e assiduidade"

 Mesmo perante uma requisição civil, o dever dos grevistas é o de assegurar os serviços mínimos, o que torna a requisição civil ilegal, uma vez que eles estavam a ser assegurados. É AQUI QUE RESIDE A DISCÓRDIA, E POR ISSO A INTIMAÇÃO, ELES VÃO TER QUE PROVAR QUE OS SERVIÇOS MÍNIMOS NÃO ESTAVAM A SER ASSEGURADOS. NÓS PELO CONTRÁRIO VAMOS PROVAR QUE ESTAVAM, E QUE ATÉ SE FOI PARA ALÉM DO QUE DEFINIU O TRIBUNAL ARBITRAL.

Não vos poderemos garantir, que não vos vão continuar a intimidar com ameaças de procedimento disciplinar ou até de marcação de faltas injustificadas, os serviços e administrações hospitalares irão ser instruídos para isso na tentativa de nos desmobilizarem. O que vos podemos garantir é que agiremos em conformidade com as leis, recorrendo à Justiça e quantos mais formos a resistir maior dificuldade terá o governo para levar essas medidas por diante.

Vamos manter a greve, nos mesmos moldes, garantindo que os serviços mínimos sejam escrupulosamente cumpridos de acordo com a decisão do Tribunal Arbitral, como temos feito até aqui.

Apoiaremos todos os colegas, independentemente da decisão individual de cada um, e aqueles que porventura estando embora de acordo com a greve não consigam resistir às ilegítimas pressões a que forem sujeitos, devem cumprir as funções exigidas, mas, sob reserva, Preenchendo, assinando e entregando a declaração cuja minuta vamos fornecer, COM LETRA BEM LEGÍVEL, fazendo chegar cópias, pois, como prometemos, não vamos ficar parados a assistir a esta tentativa de espezinhamento da dignidade dos enfermeiros enquanto profissionais e cidadãos com direitos.

Podemos informar que contamos com o apoio dos nossos advogados quaisquer que sejam as posições sindicais e pessoais que, face à greve, venhamos a tomar e desde já, iremos:

1 – Impugnar Judicialmente a homologação do parecer da PGR (o que só será possível depois do mesmo ser publicado e devidamente analisado na sua fundamentação e veracidade dos factos);

2 – Apresentar Queixa à OIT e `ONU por violação do direito à Greve, da liberdade sindical, pelos princípios básicos sobre negociação colectiva, por coacção e ameaça sobre os trabalhadores em greve e seus sindicatos;

3 – Apresentar Queixa-crime contra o Conselho de Ministros, Conselhos de Administração Hospitalares e todos os demais responsáveis que tenham posto, ou venham a pôr, em prática mecanismos de coação sobre os trabalhadores grevistas e ainda por falseamento de dados.

FINALMENTE, E PORQUE ESTE É O MOMENTO DE MOSTRAR TODA A NOSSA FORÇA, APELAMOS A TODOS OS COLEGAS DE TODOS OS SERVIÇOS DAS INSTITUIÇÕES PARA AS QUAIS FOI DECRETADA A GREVE, PARA ADERIREM à MESMA E SE SOLIDARIZAREM COM OS COLEGAS DOS BLOCOS OPERATÓRIOS até que o governo se disponha a negociar de forma séria com os enfermeiros e suas organizações representativas.

Em defesa do Direito à greve

Em defesa da dignidade da enfermagem

Pela solidariedade dos trabalhadores em luta

PELA JUSTIÇA DA NOSSA CAUSA!

17 de Fevereiro

Carlos Ramalho

Presidente da Direção do SINDEPOR


Clique para ver todo o documento: COMUNICADO


"Não temos que nos preocupar." Advogado lembra que parecer da PGR não é decisão judicial.
16/02/2019

Prof. Dr. Garcia Pereira pelo SINDEPOR, em defesa do direito à greve dos Enfermeiros. Na defesa do direito à greve para TODOS os portugueses.

https://www.tsf.pt/…/nao-temos-que-nos-preocupar-advogado-l…


NOTA A TODOS OS COLEGAS!
16/02/2019

Esclarecendo as dúvidas de muitos colegas, contrariando a desinformação dada pela Ministra da Saúde. A GREVE continua em vigor, para TODOS os colegas que trabalham nas instituições visadas até que seja dito por nós o contrário. Pedimos ajuda para que passem a palavra pelos vossos serviços a quem não utiliza as redes.

Continuamos a luta pela MUDANÇA! MUDAR É PRECISO!

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A Enfermagem n´"O Programa da Cristina"
15/02/2019

A Enfermagem n´"O Programa da Cristina", com participação da Gorete Pimentel (Presidente da Delegação Regional do Norte do SINDEPOR) e Ana Rita Cavaco (Bastonária da Ordem dos Enfermeiros).


ÚLTIMA HORA:

Supremo Tribunal Administrativo aceita intimação de SINDEPOR.
Governo tem 5 dias para se defender

14/02/2019

O Supremo Tribunal Administrativo admitiu a intimação apresentada pelo Sindicato Democrático dos Enfermeiros Portugueses, dando cinco dias ao Governo para apresentar a sua defesa.

LUTAR POR JUSTIÇA VALE A PENA! ESTAMOS A MUDAR.

https://observador.pt/.../supremo-tribunal-administrativo-aceita-intimacao-de-sindicato-dos-enfermeiros-governo-tem-5-dias-para-se-defender


Mais uma intervenção do Prof. Dr. Garcia Pereira com a missão de clarificar e desmontar a campanha difamatória em curso contra os Enfermeiros.
10/02/2019



Garcia Pereira em representação SINDEPOR
09/02/2019

Excertos do debate do Expresso da Meia-noite com as intervenções do Professor Dr. Garcia Pereira em representação do SINDEPOR e dos Enfermeiros na luta contra a "selvagem" requisição civil exercida pelo governo contra a classe.


Esclarecimentos do Prof.Dr.Garcia Pereira sobre o dia de hoje e a requisição civil em defesa da Enfermagem solicitado que foi pelo SINDEPOR para defender a classe
08/02/2019

https://youtu.be/hC3PWEyBWYg


Entrevista no canal RTP1 ao Presidente Carlos Ramalho com reação ao anúncio da Requisição Civil
08/02/2019


Reação do Presidente Carlos Ramalho à mais recente forma de desrespeito pelos Enfermeiros: a Requisição Civil.
07/02/2019


Enfermeiros. “Situação com a requisição civil não augura nada de bom”, diz a UGT
06/02/2019

Carlos Silva Secretário Geral da UGT sobre a requisição civil.

https://expresso.pt/…/2019-02-08-Enfermeiros.-Situacao-com-…#


 

AOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

 

COMUNICADO

UGT REJEITA ATAQUES AO DIREITO À GREVE

Governo deve assumir responsabilidades e negociar com os sindicatos 

A UGT ouviu e ponderou as recentes declarações da Ministra da Saúde, secundadas e respaldadas pelo Primeiro-Ministro, nas quais, a propósito da greve dos enfermeiros, foi desferido um profundo ataque ao exercício legítimo do direito à greve.

Nas várias declarações proferidas, foram suscitadas “questões éticas e deontológicas” e utilizadas expressões como greve “selvagem” e que atenta contra a “dignidade dos doentes”.

Mas afinal o que atenta realmente contra a dignidade dos doentes?

Mas afinal o que coloca em causa o Serviço Nacional de Saúde?

É um Sindicato que convoca legitimamente uma greve? É um sindicato que cumpriu todos os procedimentos necessários a que a mesma se realize? É um sindicato que tem cumprido escrupulosamente – e mesmo excedido - os serviços mínimos fixados por um tribunal arbitral?

Ou será antes um Governo que tem sido incapaz de resolver os problemas e o estado de degradação que atingiu o Serviço Nacional de Saúde? 

Os atrasos insustentáveis e crescentes das listas de espera para as cirurgias, os anos que demoram a marcação de consultas de especialidade, a falta de condições em que trabalham os profissionais de saúde e com que os utentes se confrontam são também culpa dos sindicatos?

Isso sim coloca em risco a vida e a dignidade dos doentes! 

E, cada vez mais, suscita questões éticas e deontológicas e convoca para uma reflexão sobre o nosso Serviço Nacional de Saúde e o nosso Estado Social!

O direito à greve, a fixação de serviços mínimos, a possibilidade de requisição civil têm um quadro próprio, conformado pela Constituição da República Portuguesa, pela lei, pelo Supremo Tribunal Adminstrativo e mesmo por compromissos internacionais do Estado Português com organizações como a Organização Internacional do Trabalho e o Conselho da Europa.

O direito à greve, dura conquista dos trabalhadores e dos sindicatos na nossa Democracia, é exercido livremente há décadas em Portugal. 

A UGT não aceita e considera lamentável a criação de um clima de ameaça e de suspeição por parte de quem tenta esconder a sua inconsistência política, a incapacidade de quem não conhece e não sabe gerir o seu espaço e a falta de vontade para negociar com tentativas de desviar a atenção dos portugueses dos verdadeiros problemas e atacando e desconsiderando tudo e todos: o movimento sindical, as decisões de tribunais arbitrais, o entendimento anterior da Procuradoria Geral da República sobre a legitimidade deste tipo de greves e, em última instância, o próprio direito à greve, direito fundamental e instrumento legítimo de luta dos trabalhadores em qualquer Estado de Direito Democrático. 

A UGT e os seus Sindicatos têm revelado sempre vontade e capacidade para negociar e atingir consensos e compromissos. 

Cabe à Ministra da Saúde e a todo o Governo assumirem a mesma atitude, parar com os avanços e recuos permanentes que apenas descredibilizam os processos negociais, abandonar a estratégia de desgaste dos sindicatos e deixar de esconder a falta de respostas com ataques a direitos fundamentais como a greve.

Cabe à Ministra da Saúde e a todo o Governo pôr termo a um crescente e sempre indesejável clima de conflitualidade social e iniciar um esforço sério de negociação com os sindicatos que sempre revelaram abertura para discutir e resolver os problemas dos Profissionais de Saúde e do Serviço Nacional de Saúde.

É este o repto que deixa a UGT.

Pelo Direito à Greve dos Trabalhadores!

Pelo Direito à Saúde dos Portugueses e pela Dignidade dos Doentes!

Pelo Serviço Nacional de Saúde, pelo Estado Social e pelo Estado de Direito Democrático!

O Secretariado Executivo da UGT

Lisboa, 5 de Fevereiro de 2019


Reações do Norte ao Sul do pais à Requisição Civil e arranque da 2ª fase da GC2 nos CHUC com Nuno Couceiro do SINDEPOR
08/02/2019


22/01/2019

Porque esta informação deve chegar a TODA a população. Publicamos e congratulamo-nos com a voz dada na comunicação social à nossa classe que tanto merece.


Negociação com o Ministério da Saúde mantém-se num impasse
17/01/2019

O SINDEPOR comunica a todos os colegas que a negociação com o Ministério da Saúde se mantém num impasse, mas com alguns sinais de avanços que consideramos ser os suficientes para suspender o início da greve cirúrgica II até ao dia 30 de Janeiro (data da nova reunião).

Acima de tudo e considerando que alguns colegas poderão pensar ser um recuo, manifestamos a nossa vontade de renovar com novas formas de luta, caso não se chegue a entendimento nesse dia.

Mantemos a firmeza na negociação das progressões para todos os Enfermeiros incluindo os que foram actualizados aos 1201 euros, o início de carreira no índice 23 (1614 euros) e a redução na idade de aposentação.

Relembramos a todos, que sem negociar nunca conseguiremos atingir o fim a que nos propomos, por isso estamos extremamente empenhados em o fazer. Pedimos que guardem todas as vossas forças para medidas futuras que irão ser implementadas, caso se mantenha o impasse no alcance das nossas reivindicações.

OBRIGADO!



12/01/2019
À atenção de TODOS os colegas:


Rescaldo da reunião negocial de 11/01/2019

Rescaldo da reunião negocial de 11 de janeiro entre SINDEPOR, ASPE e Ministério da Saúde.

===> MANTÉM-SE A GREVE DE 14 DE JANEIRO A 28 DE FEVEREIRO <===


Memorando de Entendimento
07/01/2019

Antes da saída do comunicado com as conclusões da reunião de ontem, gostaríamos que os colegas tomassem conhecimento do memorando de entendimento enviado pelo SINDEPOR e pela ASPE ao Ministério da Saúde antes da reunião realizada ontem, mantendo a transparência e conhecimento possível, num processo negocial que está em curso pela Enfermagem e para TODOS os Enfermeiros.


SINDEPOR no programa Saúde em Dia do canal S+
10/01/2019

SINDEPOR, representado por Luís Mós, na edição de 9 de janeiro do programa Saúde em Dia do canal S+ com o rescaldo e clarificação dos motivos da Greve que decorreu de 22 de novembro a 31 de dezembro de 2018.

https://www.facebook.com/sindepor/videos/2224837104502202/?epa=SEARCH_BOX


Quem nos trata da saúde?
09/01/2019

Artigos esclarecedores como este, o SINDEPOR como Sindicato recente no panorama sindical da Enfermagem e que tem lutado pela valorização de TODOS os Enfermeiros, sente obrigação de dar destaque, porque repõe um pouco da verdade nas muitas mentiras que têm dito de uma classe, que tem sido sucessivamente injustiçada por palavras ou inacção na resolução dos seus problemas ao longo de anos por parte dos nossos governantes. Na Revista Visão de amanhã a reportagem completa. Mudar é preciso.

http://visao.sapo.pt/…/…/2019-01-09-Quem-nos-trata-da-saude-


SINDEPOR: Objetivos inclusos no Pré-aviso de greve
06/01/2019

Para tirar quaisquer dúvidas que possam persistir nos motivos de luta do SINDEPOR, publicamos os objectivos de greve inclusos no Pré-aviso de greve. TODOS CONTAM!

O Presidente do SINDEPOR

Enfermeiro Carlos Ramalho


TVI: Governo avança com contratação de enfermeiros
06/01/2019

Presidente do SINDEPOR, Enfermeiro Carlos Ramalho, em declarações à TVI em peça noticiosa no Jornal da Noite, fala na contratação dos 450 Enfermeiros anunciada pelo Ministério, classificando-a como boa, mas insuficiente... Aborda também o atual estado das negociações, greve decretada, importância das progressões uniformes para TODOS, ...MUDAR É PRECISO!

https://tvi24.iol.pt/…/governo-ava…/5c31099b0cf2adafd002ca35


Declarações do SINDEPOR e da ASPE, à saída da ronda negocial na ACSS.
04/01/2019

https://sicnoticias.sapo.pt/…/2019-01-04-Enfermeiros-satisf…


Na Rádio Renascença
04/01/2019

Presidente do SINDEPOR, Enfermeiro Carlos Ramalho, hoje de manhã em declarações à Rádio Renascença sobre o atual processo negocial que segue dentro de momentos na ACSS:

https://rr.sapo.pt/…/enfermeiros-garantem-disponibilidade-p…


Informação:
02/01/2019

O SINDEPOR anuncia a todos os colegas, que a reunião de dia 3 de Janeiro na ACSS, foi adiada a pedido da tutela para o dia 4 de Janeiro à mesma hora,no mesmo local.

NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL
02/01/2019

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O SINDEPOR comunica que DESCONVOCOU a Greve Geral de Enfermeiros que estava anunciada entre 8 e 11 de Janeiro de 2018.
Esta refletida decisão tem fundamentalmente dois objetivos:

1 - Demonstrar, mais uma vez, ao Ministério da Saúde que não será por falta de abertura e bom senso por parte deste sindicato que as negociações não se realizarão num clima favorável a uma negociação JUSTA.
Ao tentar negociar uma proposta de carreira em tudo IGUAL à vergonhosa carreira já existente desde 2009, o Ministério da Saúde INSULTA a inteligência dos enfermeiros, tentando impor a "velha máxima" de que "de vez em quando é preciso fingir mudar alguma coisa, para que tudo FIQUE NA MESMA"
Isso, não são NEGOCIAÇÕES SÉRIAS.

2 - Demonstrar de forma inequívoca à população Portuguesa, que os Enfermeiros são pessoas responsáveis, não pretendemos prejudicar os utentes, os quais cuidamos desde sempre com empenho e dedicação. Não estamos interessados em PROLONGAR A GREVE.
Tentaremos por todos os meios evitar o agravamento deste conflito com o Governo. Bastará para isso, que a tutela reconheça e valorize (com ações concretas) o papel FUNDAMENTAL que os Enfermeiros têm no bom funcionamento do Serviço Nacional de Saúde e DIGNIFIQUE o seu desempenho com a JUSTA compensação das suas funções.
Posto isto, se os Enfermeiros voltarem a anunciar formas de luta, é porque não lhes restou outra alternativa, até porque esta classe profissional que durante demasiado tempo tem sido discriminada em relação às outras carreiras especiais do funcionalismo Público, decidiu que chegou o tempo de dizer BASTA!

Carlos Ramalho
Presidente da Direção do SINDEPOR


SINDEPOR apresenta ao Sr. Secretário Regional da Saúde da Madeira, uma proposta de carreira pluri-categorial para os Enfermeiros
19/12/2018

No telejornal da RTP Madeira, de 19 de dezembro, anuncia-se a proposta que a Delegação do SINDEPOR na Madeira entrega ao Exmo. Sr. Secretário Regional da Saúde, sobre a carreira pluri-categorial para os Enfermeiros.

Veja no minuto 9:30 a notícia no Telejornal da RTP Madeira.


SINDICATO DEMOCRÁTICO PROPÕE A PEDRO RAMOS CRIAÇÃO DE TRÊS CATEGORIAS PARA OS ENFERMEIROS
19/12/2018

https://www.jm-madeira.pt/.../Sindicato_Democratico_propoe_a_Pedro_Ramos...


O SINDEPOR esteve hoje em Lisboa...
19/12/2018

O SINDEPOR esteve hoje em Lisboa no Hospital de Santa Maria com o seu Presidente Carlos Ramalho, Vice-Presidente Ulisses Rolim e Luís Mós, futuro Presidente da Regional Sul para reunião com o Conselho de Administração para reavaliação dos efeitos da greve ao fim de 20 dias decorridos neste hospital.


18/12/2018

O SINDEPOR anuncia que 6 feira dia 21, foi convidado para reunir no Ministério da Saúde em Lisboa pelas 11h30 em conjunto com os restantes sindicatos de enfermagem.



Marcelo congratula-se com recomendações dos enfermeiros para o Natal
18/12/2018

Hoje a nossa boa vontade para estarmos disponíveis em greve para 6 feira darmos seguimento às urgências diferidas acumuladas começa a ser comentada, inclusive pelo Presidente, Professor Marcelo Rebelo de Sousa. Hoje ao final do dia será publicado o acordo assinado entre o SINDEPOR e a ASPE, e enviado a todos os Conselhos de Administração relativo ao dia 21/12, para conhecimento de todos os que o queiram ler. FAZER GREVE, SALVAGUARDANDO OS UTENTES URGENTES, COM A RESPONSABILIDADE QUE A NOSSA CLASSE SABE TER. A GREVE, ESSA MANTÉM-SE! ATÉ 31/12.

https://tvi24.iol.pt/…/marcelo-con…/5c1848780cf238535800f9a4


Greve dos enfermeiros provoca novo cancelamento de cirurgias programadas
17/12/2018

Hoje em Coimbra nos CHUC, o representante do SINDEPOR Delfim Sousa, futuro Presidente da Regional Centro,esclareceu os portugueses, bem como Ana Paiva em representação do Movimento Greve Cirúrgica.

https://www.rtp.pt/…/greve-dos-enfermeiros-provoca-novo-can…


O SINDEPOR manifesta o profundo pesar pelo acidente ocorrido na zona de Valongo e endereça as suas profundas condolências a todos os familiares dos profissionais envolvidos no acidente de helicóptero. A Enfermagem está de luto.

Heroi_SINDEPOR_21set2018

SINDEPOR ESCLARECE ENFERMEIROS
15/12/2018

https://www.jm-madeira.pt/.../SINDEPOR_esclarece_enfermeiros_


Para todos os Serviços do Escala Braga - Sociedade Gestora do Estabelecimento, S.A. (Hospital de Braga).


Enfermeiros querem reunir 400 mil euros para fazer greve mais "agressiva"
11/12/2018

Estaremos dispostos a lutar até onde for preciso. Suspender a GREVE CIRÚRGICA para Negociar, não é condição obrigatória e não será feito de forma alguma. Esperamos atitude séria por parte da tutela. Avançaremos e iremos mais além se tal for necessário. Pela ENFERMAGEM, ESTAMOS CÁ!

https://www.publico.pt/…/enfermeiros-querem-reunir-400-mil-…


“Há má-fé e preconceito contra os enfermeiros”, diz bastonária dos Enfermeiros
11/12/2018

A comunicação diária com a classe através dos Briefings, publicados na página de Facebook e no site em www.sindepor.pt, tem sido fundamental, não só para manter uma grande parte da classe informada sobre o dia-a-dia da greve cirúrgica, mas também para que os jornalistas possam recolher a melhor informação e em conjunto com tudo o resto,rádio, televisão e jornais, se possa chegar da melhor forma ao público em geral. Lentamente,com elevado espírito de responsabilidade continuaremos a informar nos moldes até agora difundidos e dispostos sempre a esclarecer para os media tudo aquilo que seja necessário. Transparência na missão de Mudar e Fazer o que continua sem ser feito.

https://ionline.sapo.pt/637999…


SIC - Opinião Pública - Greve dos Enfermeiros
10/12/2018

A intervenção do nosso Presidente, Enfermeiro Carlos Ramalho, no programa da SIC, sobre o impacto da Greve dos Enfermeiros.


SIC: A enfermagem em análise no programa Opinião Pública, 2ª. feira, das 11h às 12h

O SINDEPOR, anuncia que o seu Presidente, Enfermeiro Carlos Ramalho, irá estar presente na 2ª feira no programa Opinião Pública da SIC, das 11h ao 12h, para abordar o atual momento de luta em que nos encontramos.

Contamos com o apoio de todos os colegas que possam ligar para lá, para expor a realidade, os anseios da classe, os problemas do SNS e clarificando a população.

Mudar é preciso!

SIC_Opiniao_Publica_2018-12-08

07/12/2018
A GUERRA DOS NÚMEROS

A Ministra da Saúde diz com todas as letras que só 6 a 7% dos enfermeiros estão a aderir à greve. Os sindicatos reafirmam que a adesão é superior aos 90%. Mas quem quer saber desta guerra de números?

Os números que interessam é que graças à teimosia da Ministra da Saúde em não encetar negociações com os sindicatos promotores da greve em curso, mais de 5000 cirurgias ficaram por fazer com remarcação para dia indeterminado.

Mais de 5000 vidas adiadas devido à desvalorização de toda uma classe que tem estado lado a lado com a população portuguesa.

E o pior é que essa desvalorização até nos números tem reflexo. Vejamos:
Se SÓ 6 ou 7% dos enfermeiros destinatários do pré-aviso de greve a concretizaram, como foi possível atingir o impensável número das 5000 cirurgias? Será que os restantes (93 ou 94%) foram de férias? Ou estiveram em plena produção, não se percebendo onde encaixa o impacto de uma minoria?
Algo não bate certo no reino matemático do Ministério da Saúde!
Uma coisa é certa: grande parte dos recursos destinados aos serviços mínimos negociadas com cada um dos Conselhos de Administração dos Centros Hospitalares envolvidos têm estado sem atividade operatória devido a outros fatores que ultrapassam a própria greve.

Aproveitando as palavras do Ex-Ministro da Saúde “os Enfermeiros têm razão”.
Falta coragem e determinação aos decisores para pôr um ponto final neste impasse.
Aprendam com os Enfermeiros: a CORAGEM e a DETERMINAÇÃO vieram para ficar.

www.sindepor.pt


Greve dos enfermeiros leva hospitais a não marcarem cirurgias
05/12/2018

Sim. Em greve e ainda a contribuir para a eliminação das listas de espera para os doentes oncológicos. Como vêem, os enfermeiros continuam a contribuir mesmo em greve para que a saúde dos portugueses não fique descurada.


Enfermeiros exigem remédio para as suas carreiras
05/12/2018

Eis uma reportagem sobre a Enfermagem e que aflora algumas questões pertinentes que tanto nos causam desmotivação e sensação de injustiça. Importante dar conhecimento à população.


Sindicatos dos enfermeiros admitem nova greve de três meses a partir de janeiro
05/12/2018

Sempre disponíveis para negociar,sem vacilar e com toda uma classe que pretende mudança. Estamos cá preparados para lutar mais se for necessário com o apoio de quem se identifique com as mesmas premissas. Mudar é preciso!


SIC
03/12/2018

"Enfermeiros fazem greve às cirurgias até ao final do ano"

Por toda a classe, o SINDEPOR está presente no atual panorama nacional, para fazer diferente e por isso aguarda que o self service da ministra da Saúde, não se cinja à sua escolha, somente a determinados sindicatos que nada têm a ver com a forma de luta e que escolheram traçar outros caminhos. Queremos negociar. Estamos cá para isso.


SIC
03/12/2018

“Nenhuma cirurgia oncológica foi adiada devido à greve dos enfermeiros”

Esta a nossa garantia a toda a população. Somos uma profissão responsável e preocupada com a degradação dos cuidados de saúde em Portugal e no SNS. Todos os doentes oncológicos (graves e muito graves) e urgências têm sempre presença de enfermeiros para serem realizadas.


SIC
03/12/2018

"Greve dos enfermeiros cancela mais de 100 cirurgias por dia em Santa Maria"

Porque não é só da classe que se trata, mas também de salvar o SNS que sobrevive com falta de materiais e do esforço dos profissionais de saúde onde se encontram os Enfermeiros. Tudo depende de uma tutela que não queira ser só Saúde de nome, mas que queira preocupar-se devidamente com a saúde de TODOS os portugueses.


SIC
03/12/2018

"Greve dos enfermeiros afeta nove blocos operatórios em Coimbra"

É isto colegas.Necessidade de sermos bem tratados. Nas mãos da tutela a resolução deste conflito. Até lá Foco! Apoio a todos os colegas dos Blocos, sempre que necessário.Estamos cá!


NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL
30/11/2018

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No que respeita à actual greve dos Enfermeiros, e em resposta às declarações proferidas pelo Sr. Dr. António Araújo, Presidente do Conselho Regional Norte da Ordem dos Médicos, o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (SINDEPOR), exercendo o seu direito de Defesa e contraditório tem a declarar o seguinte:

- Em primeiro lugar, desmentimos categoricamente essas afirmações, pois não estão a ser realizadas apenas as intervenções cirúrgicas oncológicas urgentes, mas sim todas as consideradas urgentes e inadiáveis como determinam os acórdãos dos tribunais arbitrais, constituídos para o efeito.

Também estamos em condições de garantir que há situações concretas referidas na peça que já foram intervencionadas.

- Em segundo lugar reafirmamos que os serviços mínimos decretados pelos referidos tribunais arbitrais, estão a ser escrupulosamente cumpridos, e, em muitos casos, onde a decisão é omissa, os sindicatos assinaram acordos com as instituições para que ficassem garantidas todas as situações realmente urgentes, por forma a cumprir os princípios da necessidade, adequação e proporcionalidade, como a lei define.

- Para finalizar, consideramos lamentáveis essas declarações, sobretudo vindas de uma classe profissional que por força do seu exercício funcional, deveria ser a primeira a estar consciente do profissionalismo, empenho e dedicação dos profissionais de enfermagem. Os enfermeiros têm sido incansáveis no esforço de garantir a sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde, actualmente deficitário de recursos físicos e humanos, situação que alias os médicos também têm vindo a denunciar publicamente.

Afirmar que esta greve vai durar 40 dias, também é uma falácia, pois está exclusivamente nas mãos do governo, retomar as negociações, e faze-lo de uma forma construtiva. Os enfermeiros, continuam como sempre disponíveis para negociar e apenas exigem uma carreira que dignifique e valorize o seu desempenho, assim como o cumprimento do que está estabelecido, no que respeita ao descongelamento das progressões e valorização do trabalho diferenciado da totalidade dos especialistas em funções. Isto já para não falar dos níveis de exaustão e dos milhares de horas em dívida aos enfermeiros que já deveriam ter sido remuneradas ou compensadas em tempo. Foi o próprio governo que se comprometeu a concluir estas negociações até final do primeiro semestre deste ano.

Será pedir assim tanto que se cumpram as leis, já para não falar nas promessas?
Esta greve, como qualquer outra, no sector da saúde ou fora dele, tem efeitos negativos inevitáveis, caso contrário não se poderia chamar “greve”. Mas esses efeitos inevitáveis resumem-se às cirurgias programadas, que são adiáveis e não urgentes. Gostaríamos de recordar que por força da incapacidade de resposta do SNS e dos sucessivos governos, a esmagadora maioria delas, em condições normais já ultrapassam largamente os prazos estabelecidos em portaria própria. Isso também será por culpa dos enfermeiros?
Atacar desta forma um grupo profissional, que apenas está a exercer um direito constitucional como é a greve, só pode significar uma de duas coisas. Desconhecimento dos factos, ou má-fé, e nenhuma delas é aceitável quando parte do grupo profissional em causa.

Carlos Ramalho
Presidente da Direção do SINDEPOR


Notícias da 19h na RTP - Greve Cirúrgica
Comentários dos nossos Colegas, do Presidente do SINDEPOR e da Sra. Bastonária da Ordem dos Enfermeiros
22/11/2018

Veja o vídeo original do Telejornal na RTP1 on Demand.
Procure no minuto 25:18
https://www.rtp.pt/play/p4226/telejornal


Adesão à Greve
22/11/2018


Proposta de Carreira Apresentada pelo Governo
20/11/2018

O SINDEPOR apresenta a todos os colegas a proposta de carreira apresentada pelo governo ontem e sente que é urgente fazer alguma coisa para mudar o sentido da mesma. Cabe a cada um de nós fazer essa introspecção e agir. Nós cá estaremos para o fazer, sem medos e com toda a convicção.

Mudar é preciso!


TRIBUNAL ARBITRAL DÁ RAZÃO AO SINDEPOR E À ASPE!!
16/11/2018

Caros Enfermeiros e companheiros de luta, esta pode ser considerada uma primeira vitória.
O tribunal arbitral não atendeu às exigências das instituições e manteve os serviços mínimos iguais aos anteriores acórdãos nos Centros Hospitalares De Setúbal e Universitário Lisboa Norte. Isto quer dizer que genericamente vem de encontro às nossas propostas de mínimos e que foram consideradas pelos juízes do tribunal arbitral como suficientes.
Afinal de contas parece que os juízes do tribunal arbitral consideraram que os sindicatos foram entidades responsáveis e que definiram os mínimos necessários sem prejudicar no que é essencial a população.
Estamos de parabéns. A Enfermagem e os Enfermeiros estão de parabéns.
Agora esperamos sinceramente que o outro tribunal arbitral decida no dia 19, decida da mesma forma que este decidiu, não nos parece que os mínimos possam ser diferentes de região para região.
Não há nenhuma razão para que seja tomada uma decisão diferente.
Vamos fazer o que ainda não foi feito!
Vamos em frente, na luta, sempre ao lado dos Enfermeiros!
Nada nos vai travar na defesa dos Enfermeiros!

Presidente do SINDEPOR
Enf Carlos Ramalho


Clique na imagem abaixo para consultar o documento na íntegra:


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SINDICATO DEMOCRÁTICO DOS ENFERMEIROS DE PORTUGAL

Nota aos Enfermeiros

Sobre a “Greve Cirúrgica”

Gostaríamos de recordar que a greve é um direito legítimo, previsto pela Constituição Portuguesa.

Uma greve não é por si mesma um fim, mas antes um meio para atingir esse fim.

Este direito deve ser aplicado sempre como último recurso e de forma responsável, isto é, quando estiverem esgotados todos os mecanismos e possibilidades de diálogo, que de forma séria e justa devem ser tentados pelas partes.

Nunca uma greve deve ser decretada com o principal objetivo de criar prejuízo à população, mesmo quando isso se torna uma consequência inevitável. Mas não podemos ser ingénuos, são e serão sempre os mais prejudicados, sobretudo os mais vulneráveis e, quando assim é, será necessário encontrar responsáveis sem falsos pragmatismos.

Senão vejamos, o SINDEPOR esteve sempre disponível para promover o diálogo, para negociar com a tutela, mas os nossos apelos foram ignorados. Desde que nos constituímos há mais de 1 ano, o nosso compromisso foi primeiro unir os enfermeiros em lutas comuns. Assim fizemos, primeiro tentando alianças para tornar a luta dos enfermeiros mais forte, depois escolhendo o caminho que nos poderia levar a resultados efetivos. No entanto algumas alianças revelaram-se inconsequentes e pouco produtivas. Mas procurámos sempre manter o foco com vista a atingir os resultados a que nos propusemos.

Entre reuniões com a ACSS, pouco ou nada produtivas, e pedidos de mesa negocial sem resposta, resolvemos uma vez mais participar nos processos de luta que entendíamos que teriam que ser de todos e participámos nas greves de setembro e outubro para dar o sinal do descontentamento dos enfermeiros.

Sempre assumimos que este processo de luta seria em crescendo, e que se poderia intensificar, caso continuassem a ignorar a indignação e verdadeiros anseios dos enfermeiros. E assim fizemos.

Quando se começou a falar na possibilidade de promover uma luta mais efetiva, que de uma vez por todas pudesse dar visibilidade ao descontentamento dos enfermeiros, mas sobretudo quando essa hipótese era apenas uma “miragem” e um corajoso grupo de enfermeiros - “greve cirúrgica” - ainda dava os primeiros passos, o SINDEPOR foi o primeiro a assumir essa luta e a garantir o seu apoio.

Conscientes dos riscos, não hesitámos em avançar quando outros nem pensavam arriscar, mais preocupados com outras coisas. Mantivemo-nos fiéis aos nossos princípios, porque acima de tudo acreditamos que mudar é preciso!...

Neste momento a greve está convocada, as pressões e mecanismos de intimidação estão bem patentes, mas não vamos desarmar.

No passado dia 5 de novembro tivemos a confirmação pessoal da Sr.ª Ministra da Saúde que a nossa mesa negocial, solicitada em conjunto com a ASPE, está garantida. Temos a promessa de uma primeira reunião negocial no dia 15, mas como não queremos perder mais tempo, já entregámos a proposta conjunta de diploma legal para a Carreira Especial de Enfermagem. Também anunciámos (mais uma vez) o nosso descontentamento pelo facto do processo de descongelamento das progressões não estar a ser devidamente aplicado, na forma e conteúdo, assim como o pagamento efetivo do suplemento remuneratório a todos os Enfermeiros Especialistas em funções.

Estes são os pressupostos mínimos para se poder começar a negociar a nossa proposta de carreira da qual não pretendemos abdicar nos seus fundamentos.

Este é o nosso compromisso, e não vamos desconvocar a greve sem que tenhamos as garantias que estas reivindicações serão assumidas.

É desta forma que trabalhamos no SINDEPOR, por isso contem connosco e desde já agradecemos a confiança que nos tem sido expressa.

Vamos continuar este caminho, com o vosso apoio e a nossa determinação.

 

O Presidente do SINDEPOR

Carlos Ramalho

>> Proposta conjunta de alteração da CARREIRA ESPECIAL DE ENFERMAGEM

>> Proposta de TABELA REMUNERATÓRIA


REGIONAL


UGT_acusa_A_Costa_de_mudar_de_discurso


Nuno Couceiro, do SINDEPOR, em entrevista ao CM
26/12/2018


Pergunta...
02/12/2018

A propósito da realidade atual o Vice-Presidente Ulisses Rolim deixa algumas considerações no ar:

"Para reflectir: porque será que o anúncio de que a ACSS vai reunir com os Sindicatos que não convocaram a greve? Se não convocaram também não podem desconvocar, certo? Pergunta, o que se estão a preparar para fazer? Aquela proposta ultrajante pretende aproximar-se do quê ?

Segunda questão : Pois é Senhora Ministra, agora já não pode dizer que está à espera do parecer, já sabe(o que já sabia) que a greve nao tem nada de ilegal e que os enfermeiros cumprem os mínimos a que estão vinculados. Portanto para continuar a assobiar para o lado e fazer de conta que não se passa nada, e que a greve cirúrgica está controlada e que numa penada se vão remarcar todas as já cerca de 3.000 cirurgias que nao se efectuaram, vai agora reunir com quem está fora deste jogo, ou seja procura desesperadamente quem assine qualquer coisa para depois vir dizer que o SINDEPOR e a ASPE e TODOS OS COLEGAS que estao a dar o corpo as balas bem como a ESMAGADORA MAIORIA que os apoia, são irresponsáveis, terroristas, etc. Será???"


NOTAS DE IMPRENSA


REGIONAL


Visita e apresentação do Sindepor aos alunos do 4 ano da Universidade da Madeira
20/11/2018


Sindepor visita Centro de Saúde da Ponta do Sol/Calheta
20/11/2018

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O Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) realizou ontem uma visita ao Centro de Saúde da Ponta do Sol/Canhas, através dos seus representantes Evaristo Faria, Laurindo Pestana e Óscar Ferreirinha.


Diário Insular

Novo sindicato de enfermeiros avança também nos Açores
14/11/2018

SINDEPOR TEM LUTAS A TRAVAR A NÍVEL NACIONAL E REGIONAL

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Proposta conjunta de alteração da CARREIRA ESPECIAL DE ENFERMAGEM
08-11-2018

Proposta de TABELA REMUNERATÓRIA para a CARREIRA ESPECIAL DE ENFERMAGEM:

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Visita à assembleia - Grupo parlamentar do PCP e CDS-PP
07/11/2018

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O SINDEPOR esteve hoje presente na Assembleia da República, para ser recebido pelos grupos parlamentares do PCP e do CDS-PP. Representados pelo Vice-Presidente Ulisses Rolim, Jorge correia (responsável pelo Departamento Jurídico ) e pelo futuro Presidente da Regional Sul, Luís Mós.

Expostos todos os problemas que atravessam a classe, mantendo a equidistância, neutralidade e isenção que nos caracteriza, agradecemos a oportunidade e interesse demonstrado pelos deputados, em mostrarmos o porquê do descontentamento de toda uma classe em luta por uma justa e digna carreira para TODOS os Enfermeiros. Mudar é preciso!


O SINDEPOR reune-se pela primeira vez com a Ministra da Saúde
06/11/2018


Reunião com a Ministra da Saúde
05/11/2018

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O SINDEPOR anuncia que hoje, decorrente da reunião com a Ministra da Saúde, foi entregue a proposta de carreira conjunta com a ASPE,tendo sido aberta uma mesa negocial entre SINDEPOR e ASPE e o Ministério da Saúde , sendo que a primeira reunião será no dia 15 de Novembro. Logo pelas 16h30 será dada uma conferência de imprensa na sede da UGT, onde serão dados mais pormenores.


ObjectivosdaGreve2

Enfermeiros angariaram 300 mil euros para financiar greve prolongada
02/11/2018

O SINDEPOR, congratula todos os colegas, alunos, familiares e amigos, que contribuíram para este crowdfunding, para que a profissão consiga lutar de forma diferente. Cá estaremos para lutar por todos e fazer o nosso papel enquanto sindicato. Porque MUDAR É PRECISO!

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Enfº Carlos Ramalho
Presidente do SINDEPOR

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===========»Caros Colegas«===========

 

Como é habitual nestas situações, enquanto uns se empenham de corpo e alma, para levar de vencida os obstáculos que nos surgem no caminho, outros, tentam por todos os meios criar-nos entraves.

A Greve Cirúrgica está em curso e de forma muito bem-sucedida, quer nos seus objetivos quer na sua operacionalização.

É um processo irreversível e imparável bem patente na atitude dos colegas que têm colaborado com os seus donativos, e dos Sindicatos que a apoiam e convocaram.

Quero desde já garantir aos enfermeiros de todo o País que ela se VAI REALIZAR.

No entanto, o SINDEPOR irá gerir a sua informação e atuação de forma mais cautelosa, sem esquecer TODOS os Enfermeiros e os salvaguardar dos seus direitos.

Compreendemos apesar de tudo, que TODOS queiram estar informados, no entanto existem colegas que querem ajudar e os que “nem por isso”, os que alinham pela transparência, os que “turvam” e “deturpam” essa condição.

Garantimos que Todos serão informados atempadamente, de acordo com a sucessão de acontecimentos, mas o que pedimos é que confiem no SINDEPOR, dando-nos o direito ao benefício da dúvida.

Tudo está a ser previsto e salvaguardado para que esta greve seja um sucesso e por agora, o que solicitamos aos enfermeiros, é que guardem os seus elogios ou as suas críticas para quando chegar o momento de o fazer.

Temos que ter a capacidade de aprender com os erros dos outros e a obrigação de não os repetir.

Todas as informações sobre esta matéria que não saiam desta página do SINDEPOR do Facebook, ou do site, não serão consideradas oficiais.

Estamos a trabalhar com empenho, seriedade e dedicação e os resultados serão avaliados por todos.

Brevemente iremos convocar a comunicação Social para informar de mais detalhes, sobre alguns aspetos ainda desconhecidos.

Porque consideramos que as atitudes valem mais do que meras palavras, apelo a todos os enfermeiros que possam, continuem a contribuir para o fundo, tal como eu, já o voltei a fazer.

 

Abraço a TODOS os que acreditam na mudança.

 

O Presidente, Enfº Carlos Ramalho

PORQUE APOIAMOS A “GREVE CIRURGICA”?

Porque no SINDEPOR acreditamos que chegou o momento por que todos aguardávamos.

Porque este sindicato foi constituído com esse fim, escutar os enfermeiros, ouvir as suas sugestões e tentar pô-las em prática.

Porque é tempo de transformar a crescente revolta e indignação em processos de luta que realmente tenham um verdadeiro impacto e assim convençam o Governo que estamos dispostos a lutar com todas as forças e os mecanismos legais disponíveis.

Porque estamos cansados de promessas e de esforços inconsequentes.

Porque prometemos que iríamos ser ousados, para tentar mudar os procedimentos do sindicalismo na enfermagem, e sempre afirmámos que MUDAR, É PRECISO!….

Porque os enfermeiros também precisam de ACREDITAR QUE É POSSÍVEL, MOSTRAR A NOSSA FORÇA.

Porque já é tempo de mostrarem mais RESPEITOpelos Enfermeiros. E sabemos que esse respeito terá que ser CONQUISTADO.

PORQUÊ UMA “GREVE CIRURGICA”?

Foi este o nome que se determinou, porque pretende que tenha uma especial incidência nos Blocos Operatórios.

Ao longo de tantos anos de experiência nos processos de luta sabemos que é sobretudo aí que as greves têm maior impacto mediático.

Também sabemos que serão o número de cirurgias programadas adiadas que vão preocupar e obrigar o Governo a negociar justamente com os enfermeiros.

Como é óbvio, lamentamos os prejuízos que possamos causar à população, mas também gostaríamos que alguém assumisse os nossos acumulados ao longo de muitos anos.

Se quiserem responsabilizar alguém, pensem nos sucessivos GOVERNOS, que têm sistematicamente negligenciado discriminatóriamente o Papel dos Enfermeiros no SNS e na Sociedade em Geral.

Numa Carreira que de ESPECIAL, resta só o nome, temos assistido a uma gradual e indigna desvalorização da profissão à medida que o grau de exigência foi aumentando.

Estamos preparados como nunca para assumir essa exigência, com as competências científicas e técnicas que fomos adquirindo, mas também exigimos o justo RECONHECIMENTO.

 

COMO SE PROCESSA “A GREVE CIRURGICA”?

No fundo não será uma greve muito diferente das que se têm feito, nos aspectos jurídico-legais. A diferença estará na duração e operacionalidade.

O SINDEPOR e a ASPE já convocaram a greve, com anúncio do pré-aviso publicado em meio de comunicação social  de grande divulgação Nacional como a lei determina.

A “greve cirúrgica” foi decretada com início a 8 de Novembro e pode estender-se, se necessário, até dia 31 de Dezembro.

Foi decretada para os três maiores centros Hospitalares do País (S.João, Coimbra e Lisboa Norte). TODOS os enfermeiros, de TODOS os serviços dessas três instituições poderão aderir à greve, mas pretendemos que tenha especial incidência nos BLOCOS OPERATÓRIOS.

Tal como nas outras greves teremos que assegurar OS SERVIÇOS MÍNIMOS INDISPENSÁVEIS PARA OCORRER A NECESSIDADES SOCIAIS IMPRETERÍVEIS, o que significa que as situações urgentes e as cirurgias oncológicas classificadas com grau de prioridade 3 e 4 terão que ser asseguradas. Todas as cirurgias programadas que não se encaixem neste contexto podem e devem ser adiadas se os enfermeiros aderirem à greve.

Tratando-se de uma greve que se poderá prolongar um “grupo” de enfermeiros que se auto-intitulou “grupo greve cirúrgica”, independente dos sindicatos (mas com quem estamos solidários), iniciou uma recolha de fundos para apoiar esta greve e os seus aderentes que trabalham nos Blocos Operatórios.

Não se trata de pagar a ninguém para fazer greve. Nem mesmo pagar ordenados, mas sim de um fundo solidário, que ajudará os enfermeiros, que já de si são mal remunerados a fazer face às suas despesas e responsabilidades sociais e familiares.

E em relação a esta situação, os sindicatos não tem muito mais a acrescentar, já que no compromisso entre as partes ficou bem definido e assumido que cada um terá a sua função, a recolha, operacionalização e distribuição dos fundos de solidariedade NÃO SERÃO, UMA RESPONSABILIDADE DOS SINDICATOS.

O grupo “greve cirúrgica”, tem feito um grande esforço na mobilização, incentivo e angariação dos fundos assim como explicar os procedimentos.

Eles têm uma meta como valor mínimo a atingir, (300.000 euros) sem o qual não será possível concretizar esta GREVE.

NESSE CASO SÓ OS ENFERMEIROS DOS BLOCOS OPERATÓRIOS É QUE LUTAM PELA CLASSE?

Não poderíamos estar mais em desacordo. Nesta greve TODOS teremos que ter o nosso papel.

- O SINDEPOR e a ASPE, decretam, operacionalizam e apoiam os colegas grevistas. Porque vamos estar presencialmente junto dos colegas em greve. Também disponíveis para informar junto da comunicação social os resultados da greve. Também já nos comprometemos a não desconvocar esta greve, sem garantias escritas, de forma clara e inequívoca do cumprimento das nossas exigências e que estão enunciadas nos objectivos da greve, publicadas no pré- aviso.

- Os enfermeiros dos Blocos Operatórios das instituições visadas estarão disponíveis para FAZER GREVE e abdicar temporariamente da PRODUÇÃO ADICIONAL (SIGIC), por forma a não boicotarem a SUA PRÓPRIA PARTICIPAÇÃO NA LUTA.

Serão compensados pelos prejuízos de acordo com as regras que o grupo “greve cirúrgica”, estabeleceu.

- Os enfermeiros dos restantes serviços das instituições visadas, também poderão fazer greve, se assim entenderem e se prestarem os “serviços mínimos” serão pagos pelas instituições (não haverá claramente a capacidade de compensar todos).

- Os restantes enfermeiros das restantes instituições do País, participam nos donativos e disponibilizam-se para participar em concentrações organizadas pelos Sindicatos à porta das instituições visadas.

DESTA FORMA TODOS PODERÃO PARTICIPAR NUMA LUTA QUE É DE TODOS PARA TODOS.

ESTA GREVE TEM TUDO PARA SER EFICAZ, CASO OS ENFERMEIROS SE MOBILIZEM.

LEMBRAMOS QUE FOI SEMPRE ALGO DESTE GÉNERO QUE OS ENFERMEIROS EXIGIAM AOS SINDICATOS.

NESTE MOMENTO ESTES SINDICATOS NÃO TEM CAPACIDADE FINANCEIRA PARA PARTICIPAR ATIVAMENTE NOS DONATIVOS, MAS OS NOSSOS MEMBROS DOS CORPOS GERENTES E ASSOCIADOS JÁ O FIZERAM INDIVIDUALMENTE.

PORQUE O SINDEPOR E A ASPE DIZEM PRESENTE!

Apoio à Greve Cirúrgica


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Carlos Ramalho
Presidente do SINDEPOR e da Comissão Instaladora.
(céd. Profissional nº 24408)

Mensagem do Presidente

Caros colegas

Desde sempre a Humanidade compreendeu a importância do trabalho como fator de progresso e desenvolvimento das sociedades. Com o tempo o trabalho foi-se especializando e adquirindo direitos para os trabalhadores. Tornou-se ele próprio um direito e os trabalhadores legitimamente ambicionam melhores condições de trabalho e retribuição.

Aos trabalhadores é exigido maior empenho e qualificações, e em troca eles exigem as condições que lhes permitam ter uma vida digna, compatível com o que lhe é exigido.

As vantagens da união de esforços são evidentes. Trata-se de um desígnio que ultrapassa a própria condição humana. É algo instintivo e frequentemente observável na natureza dos seres vivos.

Assim chegámos ao sindicalismo. Por necessidade os trabalhadores uniram-se e organizaram-se para conjuntamente se tornarem mais fortes e poderem influenciar o seu próprio destino.

Não devemos desvalorizar o papel do sindicalismo, foi uma conquista da democracia, esse direito está na Constituição Portuguesa. O sindicalismo é um instrumento democrático e legítimo na defesa do valor do trabalho e de quem o pratica.

Se estamos descontentes, não é ao sindicalismo que deveremos pedir responsabilidades mas sim aos sindicatos e aos sindicalistas que o praticam. Se não gostamos dos resultados atingidos pelos atuais sindicatos, pois que se mudem os sindicatos, mas é essencial que os trabalhadores lutem pelos seus direitos e aspirações.

Agora em relação aos enfermeiros, tomam-nos por fracos e tratam-nos dessa forma e a verdade é que também temos contribuído para isso. Sejamos honestos, basta olhar para dentro e reconhecer que não temos conseguido estar unidos nem nas questões mais básicas. Quando nos unimos, conseguimos fazer a diferença, mas como sempre depois não conseguimos manter essa coesão.

O SINDEPOR é um sindicato de enfermeiros recém-formado e que foi criado com esse espírito. Manter o sindicalismo vivo e ativo em proveito dos enfermeiros.

Admitimos que não temos experiência sindical, mas essa condição não tem sido preponderante. Basta olhar para os resultados até aqui obtidos.

Consideramos que a Greve, é uma arma poderosa, indispensável nas situações em que se esgota a capacidade de diálogo e negociação. Mas quando mal utilizada essa arma vira-se contra nós tornando-nos mais frágeis e vulneráveis. Uma greve é para todos os efeitos um esforço acrescido que se pede aos enfermeiros. Só resulta se eles aderirem em força, e para que eles adiram é necessário que percebam que vai valer a pena esse esforço. Temos que repensar as formas de luta, temos que inovar. Temos que procurar formas de manifestar o nosso descontentamento, minimizando os prejuízos para os utentes, e opinião pública que queremos ter do nosso lado.

O nosso sindicato está constituído. Estamos em fase de construção do caderno reivindicativo para 2018. Acreditamos que é possível estabelecer consensos, mesmo numa profissão onde foram criadas tantas diferenciações e desigualdades. Que isso seja um motivo para nos unirmos e não o contrário. Queremos estar ao lado da Ordem e das associações e movimentos existentes numa luta comum pela dignificação da profissão.

Não nos constituímos para combater as outras forças sindicais existentes. Quando a Luta pela valorização profissional o impuser, saberemos estar do lado certo, sem agenda política nem interesses ocultos. Saberemos adotar uma postura responsável.

Mas pretendemos ser uma alternativa, e neste momento, tudo o que pedimos é que os enfermeiros se sindicalizem no SINDEPOR. Sabemos que todos estão desmotivados. Sabemos que estão desiludidos com os sindicatos existentes. Mas nós estamos a começar agora e por isso reclamamos o direito ao benefício da dúvida.

Não vou aqui falar das nossas propostas, deixando isso para consulta no nosso site. Mas temos estado atentos às propostas e comentários dos enfermeiros nas redes sociais. Podemos acrescentar que lemos atentamente as propostas da Ordem dos Enfermeiros e encontrámos muitos pontos de convergência.

É preciso que as coisas mudem, O SINDEPOR pretende ser o protagonista desta mudança de paradigma. Com humildade, mas determinação é preciso agir.

Para finalizar, quero aqui deixar um desafio a todos os Enfermeiros. Juntem-se a nós porque

“Mudar, é preciso”.

O Presidente da Direção do SINDEPOR

Carlos Ramalho